Reino Unido

Homem ficou sem pernas e braços após uma consulta no dentista

Homem ficou sem pernas e braços após uma consulta no dentista

Um sobrevivente de sépsis partilhou a história de como acordou de um coma e descobriu que os braços e pernas tinham sido amputados e parte da sua cara removida, depois de uma ida ao dentista.

Tom Ray vivia em Rutlamd, no Reino Unido, e era um homem saudável e em forma, quando, aos 38 anos, contraiu sépsis, em 1999. A sépsis é uma condição que surge quando o corpo reage a uma infeção do organismo de forma exagerada, atacando os próprios órgãos e tecidos.

Numa entrevista dada ao programa "Today", da inglesa "Radio 4", Tom explicou que acredita ter contraído sépsis depois de lhe terem cortado a gengiva "com um daqueles instrumentos afiados que usam para eliminar o tártaro", numa ida ao dentista. Na mesma altura, estava com uma infeção pulmonar, apresentando sintomas de vómitos e temperaturas altas.

Quando visitou um médico, Tom foi internado nas urgências, mas teve de esperar dez horas enquanto os médicos consideravam as diferentes possibilidades. Para piorar a situação, houve um atraso com os resultados dos exames de sangue. "Na altura em que voltaram e mostraram o diagnóstico de sépsis, já era tarde. A sépsis mata-te em poucas horas", referiu Tom. Acabou por entrar em coma.

Durante os três meses de coma, a mulher, Nic, deu à luz o segundo filho do casal. Devido à doença, a família perdeu o seu negócio e teve de vender a casa, divulgou o jornal britânico "Daily Mail".

Quando acordou do coma, Tom percebeu que lhe tinham sido amputados os braços e pernas, bem como parte da cara, e não reconhecia a sua esposa, que se tornou a sua cuidadora. Contou, ainda, que teve de reaprender sobre o seu passado, enquanto lutava contra uma depressão e aprendia a usar as suas próteses.

Numa conferência que deu no Colégio Real de Enfermagem, onde partilhou a sua história, pediu mais apoio e treino para todos os profissionais de enfermagem e obstetrícia, tendo como base a experiência pessoal e todos os impasses no diagnóstico da doença.

No Reino Unido, a sépsis mata certa de 44 mil pessoas todos os anos, e, a nível mundial, uma pessoa morre dessa condição a cada 3,5 segundos.