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Homem libertado sob fiança após apalpar jovem repórter durante um direto

Homem libertado sob fiança após apalpar jovem repórter durante um direto

O vídeo de Alex Bozarjian, repórter da WSAV-TV, nos Estados Unidos, a ser apalpada durante um direto tornou-se viral e gerou várias críticas nas redes sociais. O homem que corria na maratona de Savannah foi identificado e detido pelas autoridades.

Tudo parecia estar a correr de feição a Alex Bozarjian, de 23 anos, durante a maratona de Savannah, na Geórgia, nos Estados Unidos, a 7 de dezembro. A jornalista do canal WSAV-TV entrava em direto para dar as últimas novidades daquela prova desportiva, conta o jornal "The New York Times".

No fundo da imagem apareciam várias pessoas a brincar e fazer caretas para a câmara, quando um corredor ultrapassou o limite: deu uma palmada no rabo da jornalista, deixando-a visivelmente surpreendida. Durante alguns segundos, Alex Bozarjian não disse uma única palavra, mas continuou o direto após o momento.

Nas redes sociais, o vídeo tornou-se viral (visto mais de 12 milhões de vezes) e gerou várias críticas, entre as quais, da própria vítima. Alex Bozarjian publicou mais tarde no Twitter a sua indignação: "Você objetificou-me e envergonhou-me", escreveu na rede social.

O homem de 43 anos, Thomas Callaway, foi acusado de assédio sexual esta sexta-feira, 13 de dezembro. Foi ouvido por um juiz e libertado sob uma fiança de cerca de 1166 euros.

Apesar de várias pessoas na Internet se mostrarem solidárias com a jornalista para identificar o homem através das imagens da reportagem, foi mesmo a organização da prova quem conseguiu saber a identidade.

A Savannah Sports Council partilhou as informações com a repórter e garantiu que o corredor está banido de participar em futuras maratonas. À televisão WSAV, o homem pediu desculpa e disse que foi "um ato terrível".

Mais tarde, a estação norte-americana emitiu um comunicado a apoiar a jornalista de 23 anos e sublinhou que "ninguém deve ser desrespeitado" enquanto trabalha.

A advogada de Alex Bozarjian afirma que a repórter está contente por o assédio ter sido levado a sério pelas autoridades.

Segundo a Associação de Notícias Digitais de Rádio e Televisão, durante este ano foram registados 35 casos de assédio a jornalistas, sendo que um terço envolvia mulheres repórteres.

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