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Homem mata cirurgião vinte anos depois de ter perdido a função erétil

Homem mata cirurgião vinte anos depois de ter perdido a função erétil

Um homem de 79 anos, barbeiro reformado, foi condenado a prisão perpétua, esta semana, pelo homicídio de um urologista, em 2013, na cidade de Newport Beach, Califórnia.

O Tribunal Superior do Condado de Orange considerou, no final de agosto, Stanwood Elkus culpado do homicídio em primeiro grau do cirurgião Ronald Gilbert, com quem - como ficou provado - marcou uma consulta, em nome falso, com o intuito de o matar.

Esta segunda-feira, o homem de 79 anos conheceu a sentença: a vida na prisão pelo homicídio, com a impossibilidade de cumprir parte da pena em liberdade condicional.

O crime ocorreu há quatro anos. Chegado ao edifício da clínica médica, em Newport Beach, Elkus subiu ao segundo andar, onde funcionava a especialidade de urologia, e entrou para uma sala de exames, por indicação de uma enfermeira. Quando o médico abriu a porta da sala, Elkus apertou o gatilho dez vezes, dizem os procuradores. As balas perfuraram o peito e o pescoço da vítima, provocando-lhe a morte imediata. Gilbert faria 53 anos dias depois.

O uso ilegal da arma com a qual cometeu o crime acrescentou mais dez anos à sentença que, na prática, se mantém inalterada.

A defesa tentou provar a tese de que Elkus não estava "psicologicamente são" na altura em que cometeu o crime mas o Tribunal considerou que o homicídio não foi fruto de uma "perda de noção da realidade", mas sim de um desejo de vingança.

Isto porque, vinte anos antes, Elkus tinha-se submetido a uma operação cirúrgica, orientada por Ronald Gilbertpor, na altura médico interno, que o deixou sem função erétil, incontinência e impulso sexual, ouviu-se no Tribunal.

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Na altura, em 1997, recorreu aos médicos queixando-se de incontinência, tendo sido diagnosticado com estenose uretral, um estreitamento de um segmento da uretra que pode resultar em diminuição do fluxo urinário.

"Elkus começou a culpar a cirurgia por todos os problemas", disse o procurador Matt Murphy, citado pelo "Los Angeles Times", acrescentando que "tudo o que acontecia de errado na vida dele era culpa da operação".

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