China

Hong Kong com 26,5% de participação a três horas do fecho nas eleições

Hong Kong com 26,5% de participação a três horas do fecho nas eleições

A participação nas eleições locais de Hong Kong, agora reservadas a candidatos "patriotas" sob as novas regras de Pequim, era de 26,5% às 19.30 horas locais (11:30 em Portugal continental), a três horas do fecho das urnas.

Às 19.30 horas locais em Hong Kong tinham decorrido 11 horas de votação e faltavam três horas para as urnas fecharem para os cerca de 4,5 eleitores recenseados escolherem os 20 membros eleitos por sufrágio universal entre os 90 membros do Conselho Legislativo (LegCo).

Os restantes 70 membros são escolhidos por vários comités compostos por elites políticas leais ao regime chinês.

Nas eleições anteriores em 2016, a afluência às urnas à mesma hora era de 43,6%, sendo que nessa altura, o "LegCo" tinha 70 membros, metade dos quais diretamente escolhidos pelos eleitores.

Hong Kong escolhe hoje um LegCo, processo que será realizado ao abrigo de novas regras que reduziram os lugares preenchidos por voto direto e reservaram as candidaturas para "os patriotas".

Estas eleições locais são as primeiras a serem realizadas sob este novo sistema imposto por Pequim, para conseguir maior controlo sobre o território, na sequência dos protestos antigovernamentais de 2019.

Todos os habitantes de Hong Kong em idade de votar, cerca de 4,5 milhões numa população total de 7,5 milhões, podem participar nas eleições. Mas apenas 20 dos 90 lugares serão escolhidos por voto direto.

PUB

A maioria dos membros do LegCo (40) será nomeada por uma comissão de 1.500 apoiantes de Pequim, o equivalente a 0,02% da população.

Os restantes 30 lugares serão preenchidos por outras comissões e grupos de interesse económico igualmente próximos do regime chinês.

Cada um dos 153 candidatos teve de demonstrar lealdade política e patriotismo para se poder apresentar na eleição.

Como resultado, os ativistas pró-democracia foram impedidos de se apresentar ao escrutínio ou desistiram.

Atualmente, mais de uma dúzia de eleitos no escrutínio de 2016 estão na prisão, ao abrigo da lei de segurança nacional imposta pela China no ano passado, e três fugiram para o estrangeiro.

Para o Governo chinês, o sistema eleitoral foi melhorado ao eliminar "elementos antichineses" para garantir que o parlamento da cidade, onde os debates se destacavam por serem longos e acalorados, aprove novas leis mais rapidamente.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG