Covid-19

Hong Kong segue Macau e aumenta quarentena obrigatória para 21 dias

Hong Kong segue Macau e aumenta quarentena obrigatória para 21 dias

Hong Kong decidiu aumentar, a partir de esta sexta-feira, o período de quarentena obrigatória de 14 para 21 dias para pessoas que chegam de fora da China, uma medida já imposta por Macau.

A razão, justificaram as autoridades de Hong Kong, prende-se com o facto de estarem a surgir novas variantes mais contagiosas do novo coronavírus.

Os peritos sugeriram que o período de incubação pode, de facto, exceder 14 dias em alguns casos. Como resultado, as pessoas que chegam de fora da China terão de passar por uma quarentena obrigatória de três semanas, em comparação com as duas semanas anteriores.

Hong Kong também decidiu proibir a entrada no país das pessoas que viajaram para a África do Sul nas três semanas anteriores.

Uma nova variante do novo coronavírus foi detetada na África do Sul e pensa-se que se está a espalhar mais rapidamente do que as variantes mais antigas. Vários países tomaram medidas para restringir a chegada de pessoas provenientes da África do Sul.

Hong Kong anunciou também na terça-feira a suspensão dos voos da Grã-Bretanha devido à descoberta de outra nova variante de coronavírus.

PUB

As autoridades sanitárias alertaram que dois estudantes de regresso da Grã-Bretanha podem ter contraído essa nova variante.

Na segunda-feira, Macau já tinha anunciado o aumento do período de quarentena obrigatória de 14 para 21 dias.

Em geral, a medida exclui as pessoas que chegam a Macau provenientes da China continental e de Taiwan e inclui aquelas provenientes do Reino Unido e da região administrativa especial chinesa vizinha, Hong Kong, destacou o médico Lo Iek Long, dos Serviços de Saúde, em conferência de imprensa.

Macau não regista qualquer caso há cerca de seis meses, tendo sido dos primeiros territórios a ser atingido pela pandemia, em finais de janeiro. No total identificou apenas 46 contágios e nenhum surto local.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.731.936 mortos resultantes de mais de 78,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG