Coronavírus

Houve menos novos casos na China que no resto do mundo pela primeira vez

Houve menos novos casos na China que no resto do mundo pela primeira vez

O número de novos casos diários de coronavírus na China foi ultrapassado, pela primeira vez, pelo que se verifica no resto do mundo.

Com 411 casos na China e 427 no resto do mundo registados na terça-feira, "o número de novos casos fora da China ultrapassou pela primeira vez o número de novos casos na China", declarou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Ghebreyesus.

"O aumento do número de casos fora da China incitou certos meios de comunicação e políticos a pressionarem para que seja declarada uma pandemia. Não devemos estar pressionados para a declarar sem uma análise aprofundada", afirmou o responsável, ressalvando que não hesitará em declará-la se a situação o exigir.

O diretor-geral da OMS frisou que "utilizar a palavra pandemia de forma imprudente não tem nenhuma vantagem, antes um risco importante de amplificação do medo e dos estigmas inúteis e injustificados". "O momento não é de complacência, mas de vigilância", afirmou Ghebreyesus, salientando que "o vírus pode ser contido".

Os peritos de uma missão conjunta OMS/China concluíram que as medidas drásticas tomadas pelo Governo chinês, como a construção de novos hospitais e quarentena aplicada a dezenas de milhões de pessoas, permitiram evitar que surgissem mais casos no país.

O balanço provisório da epidemia é de pelo menos 2760 mortos e cerca de 81 mil infetados, de acordo com dados reportados por mais de 40 países e territórios. Além da China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan. A OMS declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias. Em Portugal, já houve 18 casos suspeitos, todos negativos. O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o Adriano Maranhão, tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, a cerca de 300 quilómetros de Tóquio.

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