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Hungria chama "truque linguístico" à solidariedade flexível com os refugiados

Hungria chama "truque linguístico" à solidariedade flexível com os refugiados

O governo húngaro criticou esta sexta-feira a ideia de "solidariedade flexível" que a Comissão Europeia apresentou no seu novo pacto migratório, considerando tratar-se de um "truque linguístico" para esconder a imposição de quotas de acolhimento de refugiados.

"Não sabemos o que significa (a solidariedade flexível), mas notámos que quando a União Europeia (UE) tenta introduzir truques linguísticos como este no final significa sempre quotas obrigatórias de acolhimento", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto.

O chefe da diplomacia da Hungria, que se reuniu esta sexta-feira com a responsável dos Assuntos Europeus austríaca, insistiu na postura do seu governo ultranacionalista de que a defesa das fronteiras da UE "também é uma forma de solidariedade".

Nesse sentido, disse que a Hungria "impediu a entrada de milhares de migrantes na UE" e evitou assim que chegassem aos países ocidentais.

A Comissão Europeia apresentou na quarta-feira um novo plano sobre migração e asilo que não inclui quotas obrigatórias de acolhimento e favorece o repatriamento dos migrantes não aceites como refugiados.

A ministra austríaca também rejeitou as quotas obrigatórias e adiantou que este é um assunto que apenas se poderá solucionar com a participação de todos os países membros da União.

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