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Hungria exige aviso em livro para crianças de editora LGBT

Hungria exige aviso em livro para crianças de editora LGBT

O governo húngaro ordenou que os livros com conteúdos relacionados com as pessoas LGBT tenham um alerta, por as histórias conterem "comportamento inconsistente com os papéis tradicionais de género".

Depois da Labrisz, uma associação de mulheres lésbicas, bessexuais e transgénero, lançar o livro "Wonderland Is For Everyone" (O País das Maravilhas é para todos) o governo ordenou que a editora passasse a exibir um aviso no livro.

O livro é uma antologia de contos de fadas, onde se incluem algumas histórias que abordam o tema LGBT. Os autores afirmam que se destina a educar as crianças a respeitarem todas as pessoas. Contém um poema de dois príncipes que se casam, uma corça que quer mudar de sexo e histórias que retratam as minorias como a etnia cigana, pessoas com deficiência e a raça negra.

"O livro é vendido como um conto de fadas, assim chamado na sua capa e concebido em conformidade, mas esconde o facto de retratar comportamentos inconsistentes com os papéis tradicionais de género", salienta o governo, em comunicado.

Como tal, exige agora que a editora coloque uma cláusula que os isenta de responsabilidade em todos os livros que abordem estes temas, como é o caso do "Wonderland Is For Everyone", de forma a proteger os consumidores de "serem enganados".

O livro foi colocado à venda em setembro de 2020 e o primeiro-ministro, Viktor Orban, descreveu-o como "propaganda homossexual", relata o "The Guardian".

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Em maio, o governo proibiu o reconhecimento legal de pessoas transexuais no bilhete de identidade e, em novembro, alterou a Constituição e proibiu a adoção de crianças a casais do mesmo sexo, afirmando que "o pai é um homem e a mãe uma mulher".

O grupo Labrisz afirma que irá processar o governo húngaro por causa desta exigência, uma vez que a consideram "discriminatória e inconstitucional".

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