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Identificado jiadista responsável pela decapitação de reféns

Identificado jiadista responsável pela decapitação de reféns

"Jihadi John", o homem que aparece nos vídeo do Estado Islâmico a brandir a faca antes das execuções de reféns, foi identificado. Trata-se de um inglês, de 26 anos, chamado Mohammad Emwazi, formado em Tecnologias de Informação.

É o porta-voz da desgraça. O homem, vestido de negro, apenas com os olhos escuros à vista, que de faca na mão anuncia a decapitação de reféns e deixa mensagens de terror para o Ocidente.

Foi apelidado de "Jihadi John", mas agora foi identificado como Mohammmad Emwazi, de 26 anos. Londrino, com formação universitária, juntou-se ao Estado Islâmico e faz parte da célula conhecida por "The Beatles".

A notícia da identificação de Emwazi foi avançada, quarta-feira, pelo jornal norte-americano "Washington Post" e confirmada, esta quinta-feira, pelo britânico "The Guardian". Os serviços de segurança escusaram-se a comentar a notícia, também avançada pela BBC.

Emwazi é o homem que aparece nos vídeos das execuções dos reféns norte-americanos, como James Foley, a primeira vítima de decapitação do Estado Islâmico (EI). Segundo os "media" britânicos, é o homem responsável pela vigilância dos reféns e pelos contactos com as famílias, para pedir resgate.

Desde agosto de 2014, o EI decapitou os reféns norte-americanos James Foley , Steven Sotloff e Peter Kassig, bem como os britânicos David Haines e Alan Henning e os japoneses Kenji Goto e Haruna Yukawa.

Segundo o "The Guardian", Emwazi é natural do Kuwait e chegou a Inglaterra com seis anos. Vivia no Oeste de Londres e, de acordo com pessoas que o conhecem, gostava de vestir roupas de marca, mas mantinha-se fiel ao Corão.

Entre os amigos e conhecidos da altura, contava-se Bilal el-Berjawi, um londrino de origem libanesa, que foi morto por um ataque de drone, na Somália, há três anos.

Emwazi formou-se, em 2009, em Tecnologias de Informação e pouco depois entrou no radar do MI5, os serviços secretos ingleses. Em 2010, terá apresentado queixa por alegada perseguição policial.

De acordo com emails que trocou com um amigo, Emwazi dizia-se perseguido pelo MI5, que o terá até convidado a juntar-se aos serviços secretos, como espião. "A tua vida vai ficar muito mais dura", terá sido a resposta dos agentes perante a recusa do jovem.

Emwazi chegou a trabalhar no Kuwait, onde tinha planos para casar. Foi detido numa viagem a Londres, alegadamente para tratar de questões relacionadas com o casamento.

"Tinha uma vida e um casamento marcado. Agora sinto-me um prisioneiro, não apenas numa jaula, mas em Londres. Uma pessoa aprisionada e controlada pelos serviços de segurança, que me impedem de viver a minha vida no meu país de nascimento e na minha pátria, Kuwait", escreveu Emwazi, em 2010.

Segundo amigos, citados pelo "Washington Post", Emwazi estava desesperado para deixar o Reino Unido. "Estava aborrecido e queria recomeçar a vida algures". Terá dito a amigos que iria viajar para a Síria, ainda em 2010, mas não se sabe ao certo quando ou como consegui deixar o Reino Unido.

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