Mundo

Igreja Católica moçambicana defende "diálogo genuíno" para a crise política no país

Igreja Católica moçambicana defende "diálogo genuíno" para a crise política no país

A Conferência Episcopal de Moçambique, que junta os bispos católicos moçambicanos, apontou, esta sexta-feira, "o diálogo genuíno" como a única solução para a tensão política que o país está a viver.

Homens armados supostamente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) atacaram na manhã de hoje um veículo no distrito de Chibabava, centro do país, provocando um ferido.

O ataque segue-se à ameaça feita pela Renamo na quarta-feira de que iria impedir o trânsito rodoviário e ferroviário no centro de Moçambique, para travar a concentração de tropas governamentais, que estão supostamente a preparar um ataque à antiga base central do movimento, onde vive atualmente o líder da organização, Afonso Dhlakama.

PUB

O porta-voz da CEM e bispo auxiliar de Maputo, João Nunes, afirmou que os dirigentes políticos do país devem empreender um "diálogo genuíno" para acabar com a tensão política que se vive no país.

"O diálogo genuíno e franco é o único caminho para a preservação da paz, que é um bem de todos os moçambicanos e não pode estar refém dos políticos", disse João Nunes.

Para o religioso, a atual crise política traduz a falta de reconciliação séria entre os dois principais partidos políticos moçambicanos, "que não aprenderam da população o espírito de concórdia".

"Ainda temos a questão da reconciliação não aprofundada na camada política: dialogam sempre como inimigos, o que é pernicioso para a paz", enfatizou o bispo auxiliar de Maputo.

Além da falta de uma verdadeira reconciliação entre os dois maiores partidos moçambicanos, assinalou o porta-voz da CEM, a ausência de uma justiça material é também uma das causas da atual tensão.

"Em todas as nossas cartas pastorais temos chamado à consciência sobre o imperativo da justiça, de par com a necessidade de uma reconciliação sincera na classe política", sublinhou João Nunes.

Esta sexta-feira, um ataque atribuído a ex-guerrilheiros da Renamo, mas ainda não reivindicado pelo maior partido da oposição em Moçambique, alvejou um autocarro e um camião, no distrito de Chibabava, centro do país tendo ficado ferida uma passageira.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG