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Ilha de Lampedusa será "esvaziada" de imigrantes

Ilha de Lampedusa será "esvaziada" de imigrantes

A pequena ilha italiana de Lampedusa vai ficar sem a maioria dos imigrantes tunisinos até ao final do dia, garantiu um responsável policial local, um dia após os confrontos entre polícias e imigrantes que provocaram diversos feridos.

"Até esta noite, e por motivos de segurança após o incêndio de diversos edifícios, o centro de acolhimento Imbriacola ficará vazio", declarou o chefe da polícia Giuseppe Bisogno em Agrigento, na Sicília, que tem jurisdição sobre Lampedusa.

Cerca de 270 imigrantes tunisinos encontravam-se hoje neste centro, enquanto 140 menores foram enviados para outro local da ilha e quando ainda se procedia ao rescaldo dos confrontos de quarta-feira.

Os incidentes entre a polícia de choque e centenas de imigrantes que se manifestavam em Lampedusa contra as condições de acolhimento provocaram cerca de 12 feridos.

A tensão aumentou nos últimos dias nesta pequena ilha mediterrânica com a presença de mais de mil imigrantes tunisinos que pretendiam ser transferidos para centros de acolhimento em Itália mas que estão a ser repatriados na sequência de um acordo assinado entre Tunes e Roma.

Um grupo de imigrados provocou um incêndio em Lampedusa na tarde de terça-feira que destruiu três edifícios do centro de acolhimento local.

O repatriamento dos imigrantes foi acelerado a partir de quarta-feira e esteve na origem dos confrontos com a polícia. Durante o dia de hoje foram organizados dez voos, oito por aviões militares e dois por aparelhos civis, em direcção a Palermo.

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De acordo com números fornecidos pelo governo italiano no Parlamento, desde o início do ano chegaram a Lampedusa 50403 imigrantes e refugiados.

Mais de metade eram candidatos à imigração vindos da Tunísia, e os restantes refugiados provenientes da Líbia, na sua maioria com origem na África subsariana.

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