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Imagens mostram soldados ucranianos a matar militares russos capturados

Imagens mostram soldados ucranianos a matar militares russos capturados

Um vídeo partilhado no Telegram, no início da semana, mostra, ao que tudo indica, soldados ucranianos a disparar contra prisioneiros de guerra russos, que estão no chão, desarmados e feridos. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano já tomou conhecimento das imagens e garantiu que o país vai investigar.

No vídeo é possível ver quatro soldados russos deitados no chão, aparentemente imóveis, alguns com ferimentos na cabeça e um deles com as mãos atadas atrás das costas. Pelo menos três têm braçadeiras brancas, normalmente usadas pelas tropas de Putin. Do nada, ouve-se: "Ele ainda está vivo, está a respirar, filmem estes bandidos". Depois tiros, até o homem que tinha a cabeça coberta com um casaco deixar de se mexer.

Após a execução, um dos soldados, identificado como sendo do lado ucraniano por usar as cores da bandeira no braço, grita "Glória à Ucrânia" e um outro responde com "Glória aos heróis", segundo o "The Guardian". O vídeo termina com o aviso: "Não venham para a nossa terra".

As imagens terão sido gravadas numa estrada que liga Dmytrivka às cidades de Bucha e de Irpin, nos subúrbios da capital ucraniana. A BBC conseguiu localizar o incidente através do Google Street View e recorreu a imagens de satélite para comprovar as manchas de sangue no chão e ainda ver os veículos blindados que aparecem no vídeo.

Segundo o "The New York Times", as tropas russas estavam a retirar-se de pequenas cidades a oeste de Kiev quando sofreram uma emboscada ucraniana no final do mês de março. Dias depois, Oz Katerji, um jornalista freelancer britânico, publicou um vídeo onde se vê a destruição provocada pelo ataque no Twitter e escreveu que os soldados lhe disseram que os russos tinham sido emboscados ali.

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Apesar de estarem identificados como forças ucranianas, não foi possível comprovar a identidade dos soldados que disparam. A BBC tentou o reconhecimento facial, através dos dados biométricos, de um dos homens que mostra a cara no vídeo, tendo surgido correspondência com um homem georgiano com ligações à Ucrânia, mas sublinha que não foi possível confirmar a sua identidade. Uma agência noticiosa ucraniana atribuí a emboscada à "Legião Georgiana", uma unidade paramilitar de voluntários georgianos que se formou para lutar em nome da Ucrânia em 2014.

O ministro dos negócios estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse na quinta-feira que tinha conhecimento do vídeo e que iria investigar as alegações. Em reação ao vídeo, o secretário-geral da NATO, garantiu que "todos os relatórios sobre potenciais violações do direito internacional devem ser seguidos ou investigados e qualquer violação do direito internacional ou qualquer crime de guerra é sempre inaceitável".

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