Dubai

Instagrammers que exibiam vida de luxo foram detidos e extraditados

Instagrammers que exibiam vida de luxo foram detidos e extraditados

Tinham uma vida de luxo e a ostentação era a força motriz do sucesso online, onde as suas publicações estavam constantemente recheadas de carros caros, roupa de marca e um estilo de vida vedado ao comum dos mortais. Os instagrammers "mrwoodbery" e "hushpuppi" foram detidos no último mês no Dubai e extraditados para os EUA, por envolvimento em esquemas criminosos de milhões.

Olalekan Jacob Ponle, conhecido por "mrwoodbery", e Raymond Olorunwa Abbas, conhecido por "hushpuppi" ou "hush", foram deportados para os EUA e acusados na Califórnia e no Illinois por crimes como fraude eletrónica, lavagem de dinheiro e furto do equivalente a centenas de milhões de euros.

Ponle e Abbas foram deportados na sequência de uma operação internacional levada a cabo pelo FBI e Interpol, em que as redes sociais desempenharam um papel crucial na descoberta do paradeiro dos suspeitos. Nenhum deles tinha qualquer pudor em ostentar pormenores da vida milionária que levava, ajudando assim as autoridades a localizá-los. Abbas, ou Hush, tinha 2,4 milhões de seguidores.

Nas buscas realizadas em apartamentos de luxo, no Dubai, foram encontrados cerca de 35 milhões de euros e endereços de e-mail de quase dois milhões de vítimas e dezenas de telemóveis, computadores e discos externos. Foram encontrados ainda 13 carros de luxo no valor de seis milhões de euros, 21 computadores, 47 smartphones e dois milhões de endereços de supostas vítimas.

"Abbas financiava esse estilo de vida de luxo através do crime e ele é um dos líderes de uma rede transnacional que facilita invasões de computadores, esquemas fraudulentos (incluindo esquemas BEC, em que os criminosos se conseguem apoderar da conta de correio eletrónico de uma empresa para cometer fraude) e lavagem de dinheiro, visando vítimas em todo o mundo em esquemas projetados para roubar centenas de milhões de dólares ", revela o FBI.

Ponle tem 29 anos e foi preso em conjunto com Abbas e outros 11 suspeitos, em junho, pela polícia do Dubai, por suposta lavagem de dinheiro e por cibercrimes.

O principal esquema deste grupo requer que se consiga observar a troca de correspondência eletrónica entre uma empresa e os fornecedores. Depois, criando um e-mail semelhante, tentava simular o mesmo estilo de troca de mensagens, convencendo um funcionário da empresa de que, por exemplo, tinham mudado de banco e que os pagamentos tinham de passar a ser feitos para uma outra conta, controlada pelos criminosos.

O rasto do dinheiro desaparecia quando era convertido em bitcoin.

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