Líbia

Interesses das empresas portuguesas na Líbia são agora prioridade

Interesses das empresas portuguesas na Líbia são agora prioridade

Após a saída de todos os cidadãos portugueses da Líbia, o embaixador português em Tripoli afirmou que a grande prioridade passa agora pela defesa dos interesses das empresas nacionais estabelecidas no país.

"Justamente a minha grande preocupação, agora que os portugueses saíram [da Líbia], são os interesses das empresas portuguesas, que foram estabelecidos nos últimos três anos", disse Rui Lopes Aleixo, em declarações à Agência Lusa.

O diplomata saiu da capital líbia no sábado passado, encontrando-se actualmente em Portugal.

"Estas empresas têm os seus haveres, algumas delas tinham feito grandes investimentos (...) e têm agora os seus investimentos entregues aos seus funcionários líbios, que estão a defendê-los", relatou o embaixador, indicando que existem, actualmente, 14 empresas portuguesas registadas na Líbia.

"Preocupa-me, obviamente, se a situação se prolongar, o que vai acontecer, se vai haver uma ruptura nesta presença portuguesa", afirmou o representante diplomático, assegurando, no entanto, que até à data nenhuma entidade manifestou intenção de repensar a sua presença no território líbio.

"Toda a situação evoluiu com uma enorme rapidez. Até agora, todas as pessoas estão esperançadas em voltar", disse ainda Rui Lopes Aleixo.

O Governo português retirou da Líbia cerca de 150 portugueses que ali residiam, em dois voos militares que saíram de Tripoli, nos dias 21 e 22 de Fevereiro, e num "ferry" grego que partiu de Benghazi no dia 25.

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