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A primeira-dama da favela da Rocinha foi presa

A primeira-dama da favela da Rocinha foi presa

Danúbia Rangel, mulher do traficante Nem da Rocinha, um dos mais poderosos da favela da Rocinha, foi detida na terça-feira, no morro do Dendê, a norte do Rio de Janeiro, no Brasil.

Condenada por tráfico de droga a uma pena de 28 anos de prisão, a primeira-dama da Rocinha, como é conhecida, estava foragida da polícia há cerca de um ano. Foi encontrada por agentes da polícia, numa casa de uma amiga, onde estava escondida há duas semanas.

Antes de ser presa, Danúbia prestou depoimento na Delegacia de Combate às Drogas. De acordo com fonte policial, citada pelo "Globo", a mulher funcionava como porta-voz do marido, que estava preso.

A mulher, de 33 anos, teve que fugir da favela por ordem de Rogério 157, atual "chefe" do tráfico na Rocinha. Rogério assumiu o controlo da venda de drogas na favela depois de Nem, marido de Danúbia, ter sido preso em novembro de 2011. Apesar de detido, Nem dava ordens a partir da prisão e as autoridades acreditam que era a mulher quem fazia chegar à favela as indicações do marido.

O jornal "A Tribuna" diz que foi Nem que determinou que os seus aliados invadissem a favela para retomar o controlo, numa verdadeira batalha pelo tráfico de droga, que tem escalado desde setembro. O grupo próximo de Rogério reagiu, levando à intervenção da polícia e das próprias Forças Armadas, em verdadeiras batalhas que duram até hoje.

Um vida diferente na prisão
"Quem nasceu para rainha nunca perde a majestade", foi assim que Danúbia legendou uma publicação no Facebook, onde aparece de biquíni curto, pele bronzeada e carregada de ouro, uma semana antes da detenção. Em poucos dias, a vida da primeira-dama da Rocinha mudou completamente. A cabeleira loura, com as pontas platinadas, está castanha e a maquilhagem pesada, com que se notabilizou, foi deixada de lado.

Os saltos altos foram substituídos por chinelo e a postura arrogante deu lugar ao choro e à humilhação. A mulher de Nem, no momento em que foi detida, disse aos agentes que a encontraram nada saber sobre a guerra na Rocinha. "Estava em fuga e nem o meu marido podia ver", terá lamentado a mulher.

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