al-Qaeda

al-Qaeda no Iémen confirma morte do "número dois"

al-Qaeda no Iémen confirma morte do "número dois"

A al-Qaeda na Península Arábica confirmou, esta quarta-feira, a morte do "número dois", Said al-Shihri, anunciada em janeiro pelas autoridades iemenitas, devido a ferimentos sofridos num ataque com um avião não-tripulado ("drone") norte-americano.

Num vídeo divulgado, esta quarta-feira, numa página internet islamista, um dirigente da al-Qaeda na Península Arábica, Ibrahim al-Rubaish, lamenta a morte de Al-Shihri "num ataque norte-americano com um avião sem piloto".

O dirigente, que não indicou a data da morte de Al-Shihri, disse que "as fracas medidas de segurança nos seus contactos telefónicos permitiram ao inimigo (detetá-lo e) matá-lo".

A morte do "número dois" foi anunciada em janeiro pela Comissão Suprema de Segurança do Iémen, segundo a qual Al-Shihri sucumbiu a ferimentos sofridos durante uma operação das forças de segurança iemenitas a 28 de novembro de 2012 em Saada (noroeste do país).

Al-Shihri era o "número dois" da al-Qaeda na Península Arábica, maioritariamente integrada por sauditas e considerada pelos Estados Unidos como o ramo mais ativo e perigoso da rede terrorista.

Said al-Shihri foi um dos primeiros detidos a chegar à prisão de Guantánamo, em 2002, depois de ter sido capturado na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, mas foi libertado em 2007 e repatriado para a Arábia Saudita.

No seu país, foi integrado num "programa de reinserção", após o qual viajou para o Iémen, tendo aparecido num vídeo em janeiro de 2009 anunciando a criação da al-Qaeda na Península Arábica (AQPA).

A organização aproveitou a relativa perda de controlo do governo central do Iémen durante a insurreição popular de 2011 contra o presidente Ali Abdallah Saleh para reforçar a sua presença no leste e no sul do país.

Em junho de 2012, uma grande ofensiva das forças armadas iemenitas conseguir expulsar os combatentes da AQPA da maior parte das localidades da província de Abyane (sul).

Depois disso, os combatentes islamistas retiraram para as zonas montanhosas e para o sudeste onde, sob pressão das forças iemenitas apoiadas por "drones" dos Estados Unidos, reduziram bastante a sua atividade.

Segundo o chefe de uma tribo local citado por agências internacionais, que o descrevem como tendo contactos regulares com a AQPA, os combatentes reduziram as operações porque se estão "a reestruturar" e porque "suspeitam que os norte-americanos infiltraram as suas fileiras", na sequência da morte de vários dos dirigentes do grupo.

ver mais vídeos