Arrendamento

Airbnb suspende grande maioria dos anúncios no Japão

Nova lei torna obrigatório o registo dos proprietários

Foto Kim Kyung-hoon/reuters

A plataforma de arrendamento turístico Airbnb suspendeu a grande maioria dos anúncios no Japão devido a uma nova lei imposta pelo Governo nipónico, que entra em vigor na próxima semana, para supervisionar a atividade.

Os proprietários que queiram arrendar as casas através desta plataforma têm de se registar junto das autoridades, um procedimento que muitos ainda não fizeram.

Além deste procedimento administrativo, a lei impõe várias restrições, como a limitação do período de arrendamento a 180 noites por ano por habitação.

A cidade de Kyoto decidiu que só vai permitir arrendamentos deste tipo em áreas residenciais entre meados de janeiro e meados de março, ou seja, fora da temporada turística. Em Tóquio, muitos distritos, como Shinjuku, também tomaram medidas deste tipo.

"Neste fim de semana, entrámos em contacto com aqueles que ainda não se registaram e informámos os proprietários que não podem arrendar as casas", a partir de 15 de junho, quando a lei entra em vigor, afirmou o porta-voz do Airbnb para a região da Ásia Pacífico, Jake Wilczynski.

O representante da Airbnb não indicou o número de utilizadores da plataforma que vão ser afetados, mas os meios de comunicação locais informaram que cerca de 80% das mais de 60 mil residências registadas vão ter de encerrar.

"Estamos no caminho certo para registar dezenas de milhares de novos anúncios no Japão nos próximos meses", disse Jake Wilczynski.

O número de turistas no Japão tem vindo a aumentar ao longo dos anos e em 2017 o arquipélago recebeu quase 29 milhões de turistas.

As autoridades esperam atrair 40 milhões de visitantes estrangeiros em 2020, ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio.