"Diciotti"

Ministro italiano autoriza saída de 29 menores de barco com migrantes

Barco com migrantes atracado desde segunda-feira|

 foto Antonio Parrinello/Reuters

Barco com migrantes atracado desde segunda-feira|

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Barco com migrantes atracado desde segunda-feira|

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Barco com migrantes atracado desde segunda-feira|

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O ministro do Interior italiano autorizou que os 29 menores a bordo do barco militar "Diciotti", atracado desde segunda-feira no porto de Catânia, na Sicília, vão para terra, depois de pressões de organizações nesse sentido.

A embarcação italiana tem 177 migrantes a bordo e, antes de atracar, permaneceu durante cinco dias no mar, à espera que o Governo de Itália desse autorização para dirigir-se a um porto.

"Há 29 menores a bordo do barco, que desçam. Podem descer", disse Matteo Salvini num vídeo publicado nas redes sociais.

Os restantes 148 migrantes vão ficar no barco até que tenham indicação em contrário, o que o ministro do Interior já disse que, para já, não vai acontecer.

"Os menores podem deixar [o barco] para receber assistência. Quanto aos restantes, se a Europa existe, que o demonstre. No que me diz respeito, não vão descer mais", salientou o governante, ao mesmo tempo que instava a União Europeia a "despertar".

Com esta atitude, Matteo Salvini pretende pressionar os países europeus a que acordem uma solução de recolocação destes migrantes e daqueles que cheguem no futuro à costa italiana, como foi feito em casos anteriores.

"Não está escrito em nenhuma parte que todos os barcos têm de vir para Itália e que estas pessoas têm de desembarcar em Itália (...). Se a UE não desperta, da minha parte, todos os barcos que assim chegam a Itália, podem ir" embora, realçou.

Acerca destas situações, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, pediu nas redes sociais "uma resposta forte e clara das instituições europeias e uma resposta adequada de outros países europeus".

A decisão de manter as pessoas no barco "Diciotti" da Guarda Costeira italiana deu origem a diversas críticas de vários setores, incluindo membros do antissistema M5S, membro do Executivo da Liga que governa o país.

A Organização das Nações Unidas para as crianças (Unicef) e a organização humanitária Intersos foram algumas das instituições que pediram ao Governo que permitisse que os menores desembarcassem para que recebessem assistência e começasse os procedimentos para os pedidos de asilo.

O porta-voz da Comissão Europeia Tove Ernst disse que estão a decorrer contactos com "vários Estados membros" para coordenar e dar apoio diplomático na procura de uma solução rápida para estas pessoas.

Os 177 migrantes foram resgatados na quinta-feira passada, em águas maltesas, e permanecem no navio da Guarda Costeira italiana Diciotti, no porto de Catânia, na Sicília, uma vez que o Governo de Itália não autoriza o desembarque. Agora permite a saída dos 29 menores.