Crise

Repressão na Nicarágua já fez 351 mortos, Governo diz que "é indestrutível"

Crise na Nicarágua|

 foto Juan Carlos Ulate/Reuters

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 foto Oswaldo Rivas/Reuters

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A primeira-dama e vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, defendeu que o Governo liderado pelo marido, Daniel Ortega, "é indestrutível" e que os opositores "não conseguiram, nem vão conseguir" derrubá-lo durante a atual crise sociopolítica.

"Somos fortes, indestrutíveis, não conseguiram, nem vão conseguir" derrubar o Governo, exclamou Rosario Murillo num discurso transmitido na quarta-feira por meios de comunicação social oficiais.

Na opinião da também porta-voz do Governo, o que está a acontecer desde 18 de abril é "uma explosão do mal e do terrorismo", causada pelos opositores que vivem num "mundo egoísta e perverso".

"Foram capazes de introduzir numa sociedade que vivia um processo de reconciliação... perversão, terror, terrorismo, crimes, sequestros e torturas", acusou.

No mesmo dia, a Associação Nicaraguense pelos Direitos Humanos (ANPDH) elevou para 351 o número de mortos e 261 desaparecidos devido à repressão do Governo contra os protestos que ocorrem no país desde abril.

Ainda na quarta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar "muito preocupado" com a violência na Nicarágua.

A ONU "deplora a perda de vidas nos protestos e o ataque contra os mediadores da Igreja católica no diálogo nacional", de acordo com um comunicado do porta-voz, Stéphane Dujarric.

Na segunda-feira, partidários do Governo irromperam violentamente uma basílica da cidade de Diriamba, situada a 42 quilómetros a sul de Manágua, onde agrediram vários bispos, entre os quais o núncio apostólico Stanislaw Waldemar Sommertag, o cardeal Leopoldo Brenes e o bispo Silvio Báez.

Desde 18 de abril que a Nicarágua é palco de manifestações e confrontos violentos.

Os manifestantes acusam o presidente Daniel Ortega e Rosario Murillo de abuso de poder e de corrupção. Daniel Ortega está no poder desde 2007, após um primeiro mandato de 1979 a 1990.

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