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Aqui não há sol. A história da cidade que vai ficar às escuras até janeiro

Aqui não há sol. A história da cidade que vai ficar às escuras até janeiro

Os próximos dois meses serão de escuridão quase completa para os habitantes de Utqiaġvik, uma região do Alasca, que no domingo teve o último nascer do sol até janeiro.

Esta cidade, que já se chamou Borrow, e está localizada a mais de 500 quilómetros acima do Círculo Ártico, não vai ver ver o sol nos próximos 65 dias. Os pouco mais de quatro mil habitantes apenas voltam a assistir ao nascer da maior estrela do nosso sistema solar no dia 23 de janeiro, às 13.04 horas. Este estranho fenómeno fica a dever-se à noite polar, um período de escuridão que ocorre nas cidades que estão no interior dos círculos polares.

No hemisfério Norte, durante o outono e o inverno, os raios mais diretos do sol cobrem áreas entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio, deixando outras zonas privadas de sol. Em oposição, entre maio e agosto, estas mesmas comunidades vivem com sol quase durante todo o tempo. Entre o dia 12 de maio e o dia 2 de agosto, Utqiaġvik apenas vai registar o pôr-do-sol.