Nova Zelândia

As reações do mundo ao "horrível massacre" em Chirstchurch

As reações do mundo ao "horrível massacre" em Chirstchurch

Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia. Vários líderes internacionais condenaram o "horrível massacre".

O Papa Francisco manifestou a sua tristeza pelos "atos de violência sem sentido" contra as duas mesquitas na Nova Zelândia, que provocaram pelo menos 49 mortos, expressando a sua solidariedade com a comunidade muçulmana do país.

"O Papa Francisco está profundamente entristecido ao saber dos feridos e mortos causados por atos de violência sem sentido contras duas mesquitas em Christchurch e assegura a todos os neozelandeses, e em particular à comunidade muçulmana, a sua sincera solidariedade face aos ataques", segundo um telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Francisco "reza pela recuperação dos feridos, o consolo daqueles que choram o desaparecimento de entes queridos e por todos aqueles afetados por esta tragédia", acrescenta o texto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou hoje "o horrível massacre nas mesquitas" na Nova Zelândia, denunciando a morte "sem sentido" de 49 "inocentes", após os ataques a duas mesquitas em Christchurch.

"As minhas profundas condolências e os meus melhores pensamentos vão para o povo da Nova Zelândia depois do horrível massacre nas mesquitas. Quarenta e nove pessoas morreram de uma forma sem sentido e tantos outros ficaram gravemente feridos", escreveu Trump na rede social Twitter. "Os Estados Unidos estão ao lado da Nova Zelândia", acrescentou.

A Casa Branca, através de um comunicado da sua porta-voz, Sarah Sanders, também "condenou veementemente" o "ato de ódio brutal" e demonstrou a sua "solidariedade com o povo da Nova Zelândia e o seu Governo".

"Foi com horror e profunda tristeza que soube do ataque terrorista à comunidade muçulmana em Christchurch, na Nova Zelândia", afirma em comunicado o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. O líder do executivo comunitário endereça as "mais sinceras condolências aos entes queridos das vítimas e à comunidade como um todo".

Também a UE disse, através de um comunicado da Alta Representante para a Política Externa, estar de luto. "Estaremos sempre ao vosso lado contra aqueles que [...] querem destruir as nossas sociedades e o nosso modo de vida", refere Federica Mogherini, dirigindo-se ao povo neozelandês.

Por seu turno, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, expressou o seu apoio ao "amigo e parceiro, Nova Zelândia" na defesa das "sociedades abertas e valores compartilhados".

"Em nome do Reino Unido, as minhas mais profundas condolências aos neozelandeses após o terrível ataque terrorista em Christchurch. Os meus pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados por este ato de violência", referiu a primeira-ministra britânica, Theresa May, na rede social Twitter.

Também a Rainha Isabel II afirmou estar "profundamente entristecida com o terrível ataque" na Nova Zelândia, país de que é chefe de Estado, enviando as suas condolências "às famílias e amigos das pessoas que morreram". "Neste momento trágico, os meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses", frisou a Rainha.

Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sanchéz manifestou "comoção" pelo ataque.

"Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas dos crimes hediondos contra as mesquitas de Christchurch na Nova Zelândia e para os seus entes queridos. A França opõe-se a qualquer forma de extremismo e atua com os seus parceiros contra o terrorismo em todo o mundo", reagiu o presidente francês, Emmanuel Macron, na sua conta da rede social Twitter.

Também a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, partilhou "o luto dos neozelandeses pelos seus cidadãos atacados e mortos pelo ódio racista enquanto rezavam pacificamente" nas mesquitas.

Na Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan condenou "firmemente" os ataques "terroristas" cometidos contra as duas mesquitas. "Eu condeno firmemente o atentado terrorista cometido contra muçulmanos que estavam a rezar na Nova Zelândia e amaldiçoo aqueles que o cometeram", disse o chefe de Estado turco através de um comunicado.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, também condenou o ataque, alertando para os perigos da islamofobia. Numa mensagem difundida através do Twitter, disse que "o terrorismo não tem religião". "Condeno estes ataques terroristas, no contexto da islamofobia que surgiu depois do 11 de setembro (2001)", acrescentou o chefe do governo paquistanês.

Num telegrama enviado para a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, segundo o serviço de imprensa do Kremlin, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, espera que "todos os envolvidos neste crime sejam devidamente punidos".

"Um ataque contra pessoas pacíficas reunidas para orar choca pela sua crueldade e cinismo", acrescentou Putin.

Na Noruega, a primeira-ministra, Erna Solberg, apelou à luta contra "todas as formas de extremismo", que lembra o ataque em 2011 do extremista de direita norueguês Anders Behring Breivik.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstrom, disse estar "chocada com o ataque em Christchurch", condenando "o terrorismo em todas as formas".

Também Anders Samuelsen, responsável da diplomacia da Dinamarca, salientou que "o extremismo voltou a mostrar sua face feia".

Na Indonésia, o presidente Joko Widodo condenou "veementemente tais atos violentos".

Também o primeiro-ministro da Malásia, Mahatir Mohamad, transmitiu as suas condolências garantindo que o Governo "fará o possível" para que "os malaios estejam seguros".

O principal porta-voz do governo do Japão endereçou as suas condolências às vítimas dos ataques expressando o apoio do país à Nova Zelândia.

Vários países do Golfo Pérsico como Barém, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos expressaram as suas condolências.

Anwar Gargash, ministro de Estado para os Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, expressou através do Twitter "sinceras condolências" à Nova Zelândia.

"O nosso trabalho coletivo contra a violência e o ódio deve continuar com vigor renovado. Os nossos pensamentos e orações estão com as famílias das vítimas", acrescentou.

Por seu turno, o primeiro-ministro do Dubai, Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, endereçou as suas condolências referindo que "num dia de paz como sexta-feira e num local de culto como a mesquita", testemunhou-se "o mais hediondo crime de ódio religioso".

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