Crime

Assassinos homofóbicos casam na prisão

Assassinos homofóbicos casam na prisão

Dois assassinos, ambos condenados por crimes homofóbicos, casaram na prisão. É o primeiro casamento homossexual numa cadeia britânica. A família de uma das vítimas está revoltada.

Marc Goodwin, de 31 anos, foi condenado por espancar até à morte Malcom Benfold, em 2007. O seu marido, Mikhail Gallatinov, de 40 anos, é um pedófilo condenado pelo homicídio de Adrian Kaminsky, em 1997. Conheceram-se na biblioteca da prisão de Full Sutton, em East Yorkshire.

Goodwin tem ainda dez anos de pena para cumprir, enquanto Gallatinov está a um ano da sua primeira audiência de avaliação da liberdade condicional.

A cerimónia, que durou 15 minutos, decorreu na capela do estabelecimento prisional na presença de quatro familiares.

A família das vítimas está revoltada. "Como é possível matar um homem por ele ser homossexual e depois casar com outro homem na prisão? Não consigo perceber a lógica" - reagiu, em declarações ao "The Telegraph", o irmão de Malcom Benfold.

"Espancaram o meu irmão com toda a violência até ele morrer, mas parece que a vida na prisão lhes corre bem, enquanto, cá fora, a família sofre", disse Tony Benfold.

A família Benfold considera que o casamento não deveria ter sido autorizado, sem que, pelo menos, fossem ouvidos. "Assassinos a casar na prisão está errado. Não são membros normais da sociedade", considerou, por sua vez, a irmã de Benfold que, entretanto, visitou o homicida do irmão na cadeia. Goodwin pediu-lhe perdão pelo crime.

A cerimónia foi autorizada, mas não poderão partilhar a cela. A mãe de Gallatinov, que testemunhou a cerimónia, diz estar orgulhosa do filho.