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Atentado no Afeganistão mata 10 militares da NATO

Atentado no Afeganistão mata 10 militares da NATO

Pelo menos 14 pessoas morreram, entre os quais 10 militares da NATO, na maioria americanos, foram mortos, este sábado, num atentado suicida já reivindicado pelos rebeldes talibã contra um veículo militar em Cabul, disse fonte militar ocidental.

"O atentado visou um carro americano da ISAF(força internacional da NATO no Afeganistão)", declarou a fonte sob anonimato à agência France Press, acrescentando que "há dez ou onze mortos, principalmente americanos".

De acordo com a mesma fonte, poderá haver também soldados canadianos entre as vítimas.

O porta-voz do ministro afegão do Interior indicou por seu lado que três civis e um polícia afegão foram também mortos no atentado, precisando não dispor de dados referentes às vítimas estrangeiras.

"Quatro pessoas foram mortas, três civis e um polícia", declarou Siddiq Siddiqi.

"Não tenho o balanço relativo aos estrangeiros", acrescentou.

Uma testemunha no local disse ter assistido a "uma enorme explosão", acrescentando que viu pelo menos dez corpos de soldados estrangeiros a serem retirados de um autocarro e a serem levados de helicóptero.

O atentado foi já reivindicado pelos rebeldes talibãs, que combatem o governo de Cabul e os seus aliados da NATO, através de uma mensagem SMS enviada à agência France Press por um dos porta-vozes habituais do movimento.

Um porta-voz da NATO precisou tratar-se de um atentado suicida com um carro armadilhado contra um veículo da coligação.

"Há várias vítimas entre os soldados da ISAF bem como vítimas afegãs. Não temos números exactos. Os números mudam e estamos a tentar verificá-los", acrescentou.

O atentado ocorreu na estrada de Dar-ul-Aman, onde em Maio de 2010 um atentado contra uma coluna da NATO causou a morte a 18 pessoas, entre as quais dez soldados.

Entretanto, a ISAF anunciou que outros dois soldados da NATO foram mortos a tiro, este sábado, no sul do Afeganistão por um homem vestido com um uniforme.

O atirador matou-se a seguir, segundo a ISAF.