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Autarcas espanhóis detidos por suspeita de corrupção

Autarcas espanhóis detidos por suspeita de corrupção

Três autarcas galegos foram detidos na manhã de hoje, segunda-feira, no âmbito de uma operação contra a corrupção, levada a cabo pela Polícia Nacional.

Segundo o Ministério do Interior espanhol, os agentes da Unidade de Delitos Económicos e Fiscais realizaram, no âmbito da "Operação Orquestra", oito operações de busca em autarquias e casas particulares na região da Corunha, das quais resultaram oito detidos, acusados de crimes de tráfico de influências, prevaricação, suborno e falsificação documental.

Entre os detidos encontram-se os presidentes dos municípios de Cee, Ramón Vigo, de Finisterra, José Manuel Lock, e de Mazaricos, José Manuel Santos, aos quais se juntaram dois vereadores de Finisterra e três empresários da região.

A Polícia chegou ao município de Mazaricos passava pouco das nove horas da manhã, numa carrinha, e identificaram todos os dirigentes e funcionários, trancando-os no gabinete do presidente José Manuel Santos. Além disso, relata a edição online do Jornal "La Voz de Galicia", foram proibidos de utilizar os computadores, bem como acederem a qualquer tipo de documentação.

Na cidade de Cee, por sua vez, uma equipa das unidades especiais da polícia "IPU", estacionou quatro carrinhas em frente ao Paços do Concelho e ordenou que alguns agentes fossem investigar a documentação e outros dois permanecessem na entrada do prédio, de modo a "bloquearem o caminho para o escritório".

Em Finisterra, por último, fontes locais citadas pelo jornal "El Mundo" afirmaram que pelo menos 15 agentes da Polícia assumiram o controlo do edifício. Enquanto uns verificavam os registos, outros restringiam o acesso.

A vice-presidente da cidade de Cee, a socialista Amancia Trillo, afirmou que tem "plena confiança" no presidente Ramón Vigo e, em declarações aos jornalistas, acrescentou que ninguém lhe revelou oficialmente os motivos da intervenção da Polícia.

Trillo, que classificou a intervenção da justiça como uma "surpresa total", confessou saber da situação através dos meios de comunicação social e que tentou aceder ao edifício da Câmara Municipal diversas vezes, mas sem sucesso.

Apesar do sucedido, a investigação continua ainda em aberto e as autoridades não descartam a hipótese de haver mais detenções, afirmava há pouco, o "La Voz de la Galicia".

O tribunal elevou as restrições impostas pelo segredo de justiça a um nível máximo e não permite que se conheça qualquer tipo de procedimentos que venham a ocorrer. Como consequência, não se sabe se os detidos irão ser transferidos para o Tribunal ainda hoje, conforme relatado pelo Tribunal Superior de Justiça da Galiza.

A Polícia Nacional tem procurado, também, informações relacionadas com uma empresa de construção em Muxía, Daniel Ogando SL, no âmbito de compras públicas na Costa da Morte.

Fontes citadas pelo diário espanhol "El Mundo", afirmaram que a investigação, que agora começa a ser visível, já decorre há cerca de um ano.

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