Chapecoense

Avião sem autonomia suficiente segundo normas internacionais

Avião sem autonomia suficiente segundo normas internacionais

O Avro Regional Jet 85 da LaMia tinha uma capacidade de voo idêntica à do tempo previsto entre Santa Cruz de La Sierra e Medellín. Caiu a 17 quilómetros do destino.

O avião da LaMia com a equipa de futebol brasileira Chapecoense que caiu na Colômbia, matando 71 pessoas, tinha autonomia de voo correspondente ao tempo de viagem entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia: 4.22 horas.

É proibido por normas internacionais, que exigem um plano de voo com aeroporto alternativo, 30 minutos a mais e cinco extra, o que foi realçado ao piloto pela controladora boliviana de Santa Cruz de la Sierra.

De acordo com o "Jornal Hoje", da rede Globo, a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) insistiu, referindo: "isso não está bem, consulte bem e altere o plano de voo". Porém, Miguel Quiroga respondeu que cumpriria o voo em menos tempos e descolou.

De acordo com a televisão, a funcionária, que tinha autoridade para impedir o voo, foi esta quinta-feira afastada do cargo.

O plano do voo LaMia 933 previa a possibilidade de paragem para reabastecer em Bogotá, capital da Colômbia, se o piloto entendesse ser necessário.

Miguel Quiroga, formado na Suíça e um dos dois proprietários da companhia de charters, era um piloto experimentado e teria parado se tivesse percebido que não tinha combustível suficiente, garantiu ao jornal boliviano "Pagina Siete" Gustavo Vargas, diretor-geral da LaMia - que opera três aviões e foi entretanto proibida na Bolívia. Ora, combustível e taxas são uma carga pesada para pequenas companhias, lembra o "El País". Sabe-se ainda que Vargas é pai do até agora responsável pelo licenciamento de companhias na Direção Geral de Aviação Civil.

Os corpos das vítimas, nove bolivianos e 62 brasileiros, entre futebolistas, técnicos e acompanhantes começam esta sexta-feira a ser repatriados.

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