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Battisti chega a Itália após longo processo de extradição pelo Brasil

Battisti chega a Itália após longo processo de extradição pelo Brasil

O italiano Cesare Battisti, condenado por quatro assassínios em Itália na década de 1970, chegou, esta segunda-feira, ao aeroporto de Roma diretamente da Bolívia, onde foi capturado depois de ter fugido do Brasil.

Battisti foi recebido por agentes do GOM, o grupo operativo móvel da polícia penitenciária de Itália, que o levará para a prisão de Rebibbia, em Roma.

Battisti foi capturado na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra no sábado à tarde.

Membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, uma ramificação das Brigadas Vermelhas, ele foi condenado a prisão perpétua por quatro homicídios entre 1977 e 1979, que nega ter cometido, mas permaneceu em fuga durante perto de 40 anos.

Depois de se ter refugiado em França e no México, instalou-se em 2004 no Brasil, onde viveu até à sua detenção, em 2007.

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil aceitou a sua extradição em 2009 numa sentença não vinculatória que deixou a decisão nas mãos do então chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que a rejeitou a 31 de dezembro de 2010, no último dia do seu mandato.

Desde então, Battisti viveu em liberdade no Brasil, mas em dezembro passado foi de novo ordenada a sua detenção "para fins de extradição", tendo o Presidente Michel Temer assinado o decreto de extradição a 14 de dezembro, data a partir da qual o ex-ativista estava em fuga.