Idai

Bombeiros que atuaram em Brumadinho embarcam para Moçambique

Bombeiros que atuaram em Brumadinho embarcam para Moçambique

Um grupo de 20 bombeiros do estado brasileiro de Minas Gerais que atuaram nos trabalhos de busca em Brumadinho, após à rutura de uma barragem em janeiro, embarcam para Moçambique, atingido pelo ciclone Idai.

Os bombeiros da equipa de busca e salvamentos da Força Nacional de Segurança Pública atuarão prioritariamente na cidade de Beira. A capital do estado moçambicano de Sofala está entre as mais populosas do país e foi uma das regiões mais afetadas pelos fortes ventos, chuvas e inundações causadas pela passagem do Ciclone Idai.

De acordo com a corporação, citada pelo portal de notícias "G1", os bombeiros em causa são uma referência mundial neste tipo de resgate devido às técnicas desenvolvidas nas tragédias de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e de Brumadinho, localidades devastades por ruturas de barragens.

O grupo é especializado em salvamentos em soterramentos, enchentes, inundações, em estruturas colapsadas e em operações aéreas.

A ida dos bombeiros para Moçambique foi articulada pelo Governo Federal brasileiro, através do Ministério das Relações Exteriores.

A equipa viajará em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), levando consigo veículos, pequenos barcos e outros equipamentos fornecidos pela Força Nacional e pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

O Ministério da Saúde brasileiro doou ainda seis kit de medicamentos "capazes de prover assistência emergencial a nove mil pessoas, por até um mês", adiantou o Governo do país sul-americano em comunicado.

O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 493 em Moçambique, anunciaram hoje as autoridades moçambicanas.

O último balanço, apresentado no centro de operações de socorro da cidade da Beira, aponta ainda para 1523 feridos e 839.748 pessoas afetadas pelo desastre natural de 14 de março.

Houve 55.463 casas totalmente destruídas, 28070 destruídas parcialmente e 15784 inundadas, sendo que a maioria das habitações afetadas são de construção precária.