Reino Unido

FMI revê em baixa crescimento da economia britânica devido ao Brexit

FMI revê em baixa crescimento da economia britânica devido ao Brexit

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a estimativa de crescimento da economia britânica em 2017, de 1,7% para 1,6%, devido ao Brexit.

Num relatório divulgado esta quarta-feira, em Londres, o organismo internacional sublinha que, apesar de uma forte recuperação do crescimento mundial, a decisão do Reino Unido de sair do bloco europeu teve um impacto na sua economia.

"A forte depreciação da libra esterlina depois do referendo empurrou a inflação, pressionou o rendimento real das famílias e o consumo", adianta o FMI.

Bruxelas quer que período de transição termine em 2020

A Comissão Europeia adotou esta quarta-feira as orientações para a segunda fase das negociações do Brexit, incluindo o estabelecimento de um período de transição que termina a 31 de dezembro de 2020.

"O período de transição é útil, permite que as autoridades britânicas se preparem", disse, em conferência de imprensa, o negociador-chefe da União Europeia (UE) para o "Brexit", Michel Barnier, salientando que o fim deste período coincide com o final do atual Quadro Financeiro Plurianual.

"A transição faz parte do acordo de saída", sublinhou.

As orientações adotadas esta quarta-feira reiteram que o Reino Unido continua a ser um membro de pleno direito e dever até ao dia 29 de março de 2019, aplicando-se o acervo da UE na sua totalidade e a competência do Tribunal de Justiça europeu.

Os líderes da UE aprovaram, no dia 15, o avanço para a segunda fase das negociações do "Brexit".

Brexit: o divórcio entre a UE e o Reino Unido

Foi a 23 de junho que mais de 17 milhões de britânicos votaram a favor de pôr fim a 43 anos de integração na União Europeia (UE). O resultado do referendo abalou as Bolsas e desvalorizou o dólar.

Um dia depois do referendo, o primeiro-ministro conservador David Cameron, que o convocou e liderou a campanha a favor da permanência na UE, apresentou a sua demissão.

A 29 de março, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, assinou os papéis do divórcio: ativou o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que é o mecanismo formal para abandonar a UE, num prazo de dois anos de negociações.

Com esta decisão, o Reino Unido deixou de poder participar nas decisões da UE no que diz respeito ao processo do Brexit e, por opção própria, abriu mão da presidência semestral do Conselho Europeu (que lhe estava destinada na segunda metade deste ano), além das consequências para empresas e população tanto britânica como europeia.