Relatório

China, Rússia e Irão fazem espionagem económica aos EUA

China, Rússia e Irão fazem espionagem económica aos EUA

A China, Rússia e Irão, através de piratas informáticos, estão a tentar roubar segredos comerciais e de informação de patentes dos Estados Unidos, segundo um relatório do Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança norte-americano.

"A espionagem económica e industrial estrangeira contra os Estados Unidos continua a representar uma ameaça significativa para a prosperidade, segurança e vantagem competitiva dos EUA", defende o Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança norte-americano, elencando que a China, Rússia e o Irão são os três países mais ligados à "espionagem económica e potencial roubo dos segredos de comércio e informação de propriedade dos Estados Unidos".

De acordo com o relatório, a ciberespionagem tem custos relativamente baixos e é também utilizada para aceder e adquirir informações de centros de investigação, universidades e empresas norte-americanas, acrescentando que as novas tecnologias, como a inteligência artificial, vão expor ainda mais vulnerabilidades das redes dos EUA.

O documento também dá conta de que há duas dúzias de tecnologias que despertaram o interesse dos colecionadores de inteligência estrangeiros, como, por exemplo, as energias à base de petróleo, gás e metano proveniente de carvão, tecnologias solares e eólicas, biofarmacêutica, novas vacinas e medicamentos, sistemas de defesa marítima e radares, entre outros.

O relatório revela ainda que o governo de Pequim procura estabelecer parcerias com laboratórios governamentais americanos para aprender as especificidades das tecnologias utilizadas por esses estabelecimentos, utilizando para esse efeito empresas de fachada.

"Se esta ameaça não for tratada, poderá erodir a competitividade económica a longo prazo da América", destaca o estudo.

O documento explicita que a Rússia conduz ciberoperações ofensivas para recolher informação que ajude na tomada de decisões que beneficiem Moscovo.

Quanto ao Irão, apesar de a espionagem incidir especialmente em adversários no Médio Oriente, como Israel ou a Arábia Saudita, também houve intenções de infiltrar as redes dos Estados Unidos, para adquirir tecnologias que promovam o crescimento económico, a modernizações das forças armadas e o aumento das exportações.

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