Explosões

Choque e tristeza. As reações ao ataque no Sri Lanka

Choque e tristeza. As reações ao ataque no Sri Lanka

O Papa Francisco expressou a sua "tristeza" perante os ataques mortais no Sri Lanka neste Domingo de Páscoa. Vários líderes mundiais já manifestaram a sua condenação.

"Soube, com tristeza, da notícia dos graves atentados, precisamente hoje, dia de Páscoa, que trouxe dor e luto em várias igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka", disse o Papa perante milhares de pessoas concentradas na Praça de São Pedro, no Vaticano, a assistir à missa pascal.

"Desejo expressar a minha proximidade afetiva à comunidade cristã, que estava reunida, e a todas as vítimas de tão cruel violência. Confio ao Senhor aqueles que desapareceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste evento dramático", acrescentou o pontífice durante a celebração da missa pascal.

Antes, o Papa Francisco presidiu à celebração da Missa da Ressurreição de Cristo, mas decidiu não realizar a homilia.

Na bênção "Urbi et Orbi" ("para a cidade e para o mundo"), o Papa falou dos conflitos e outras dificuldades no mundo.

Também o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, evocou as vítimas dos ataques no Sri Lanka, durante a homília na Sé Patriarcal de Lisboa. "Neste momento, em muitos lugares por esse mundo, como esta madrugada no Sri Lanka, outros cristãos celebram igualmente a Páscoa escondidos ou mal curados de feridas de desastres graves", disse o prelado, durante a celebração do "Dia da Ressureição do Senhor".

De acordo com o cardeal, o cristianismo é hoje "a religião mais perseguida" no mundo atual.

"Quando mesmo na nossa Europa se sucedem profanações de igrejas, centenas em França no ano passado, e quando estas tristíssimas realidades nos poderiam desanimar e tolher, os cristãos continuam a entrever, por entre os sinais da morte, a presença de Cristo, que a venceu", declarou, perante os fiéis reunidos na Sé Catedral de Lisboa, entre os quais muitos estrangeiros.

O arcebispo de Colombo, capital do Sri Lanka, pediu ao governo que "puna sem piedade" os responsáveis dos atentados. "Gostaria de pedir ao governo para conduzir uma investigação forte e imparcial para determinar quem é responsável por este ato e também para puni-los sem piedade, pois somente os animais podem comportar-se daquela maneira", disse o arcebispo Malcom Ranjit, citado pela agência France Press.

O arcebispo apelou ainda aos seus concidadãos para "a paz e harmonia" e para "não fazerem justiça por si próprios".

"Profunda tristeza após os ataques terroristas em igrejas e hotéis no Sri Lanka. Condenamos veementemente esses atos hediondos. Toda a nossa solidariedade com o povo do Sri Lanka e nossos pensamentos para todos os parentes das vítimas neste dia da Páscoa", escreveu o presidente francês, Emmanuel Macron, na rede social Twitter.

Também a chanceler alemã, Angela Merkel, condenou o "ódio religioso e intolerância que se manifestaram tão terrivelmente hoje [e que] não devem prevalecer", segundo uma mensagem colocada no Twitter por um porta-voz.

Angela Merkel lamentou, ainda, que "pessoas reunidas para celebrar a Páscoa fossem deliberadamente alvejadas".

No mesmo sentido é a mensagem deixada no Twitter pelo chefe de Governo espanhol: "A minha mais forte condenação aos terríveis ataques no Sri Lankla", escreveu Pedro Sánchez, lamentando as "dezenas de vítimas que estavam a celebrar a Páscoa da Ressurreição que nos fazem chorar".

"O terror e a barbárie nunca nos dobrarão", concluiu Pedro Sánchez.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, lamentou as várias explosões no Sri Lanka, classificando estes atos de violência de "verdadeiramente horrendos".

"Devemos unir-nos para garantir que nunca ninguém tenha que praticar a sua fé no medo", acrescentou no Twitter, dirigindo as "mais sinceras condolências" a todas as vítimas.

Numa mensagem de Páscoa transmitida algumas horas antes desta série de explosões, Theresa May tinha oferecido o seu apoio aos cristãos cuja fé os expõe a um "imenso perigo".

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou o seu "horror" e "tristeza" pela série de explosões ocorridas no Sri Lanka, afirmando que a União Europeia está "pronta para apoiar".

"Foi com horror e com tristeza que tomei conhecimento das explosões no Sri Lanka que custaram a vida a tantas pessoas. Ofereci as minhas mais sentidas condolências às famílias das vítimas que se reuniram pacificamente em oração ou para visitar este lindo país. Estamos prontos para dar todo o apoio", escreveu Juncker numa mensagem na rede social Twitter.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse "condenar profundamente" o sucedido neste dia de Páscoa no Sri Lanka, considerando ser "um ataque a toda a Humanidade".

"Sinceras condolências do povo dos EUA para povo do Sri Lanka", escreve Donald Trump na sua conta da rede social Twiter, garantindo que os EUA estão "prontos para enviar ajuda".

"Gostaria de reafirmar que a Rússia tem sido e continua a ser um parceiro confiável do Sri Lanka na luta contra a ameaça do terrorismo", declarou o presidente russo, Vladimir Putin num telegrama enviado às autoridades do Sri Lanka, acrescentando que espera que os autores materiais e os organizadores do "cruel e cínico crime, cometido no domingo de Ressurreição, recebam o castigo merecido".

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os ataques terroristas no Sri Lanka e apelou a que os agressores sejam "rapidamente levados à justiça".

"O secretário-geral está indignado com os ataques terroristas a igrejas e hotéis no Sri Lanka no domingo de Páscoa, um dia sagrado para os cristãos de todo o mundo. Ele lembra a santidade de todos os lugares de culto. Ele espera que os perpetradores sejam rapidamente levados à justiça", afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU.

O presidente da Assembleia da República expressou "condenação absoluta" pelos "ataques vis e repugnantes" ocorridos no Sri Lanka.

Numa mensagem enviada ao homólogo da República Democrática Socialista do Sri Lanka, Karu Jayasuriya, Ferro Rodrigues declarou que os atentados "desafiam os valores e o modelo de sociedade, assente no respeito pela liberdade, pela democracia, pelos direitos fundamentais".

"Os ataques bombistas que atingiram esta manhã várias igrejas e hotéis em Colombo, Negombo e Batticaloa, causando mais de duas centenas de vítimas mortais e um expressivo número de feridos, merecem a nossa condenação absoluta", lê-se na missiva da segunda figura do Estado português.

Ferro Rodrigues endereçou, em seu nome e do parlamento português, o "mais profundo pesar" e "solidariedade para com as famílias das vítimas, as autoridades e o povo do Sri Lanka", bem como "aos familiares e amigos do cidadão português que perdeu a vida nos ataques bombistas desta manhã".