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Cimeira da UE arranca com discussão sobre orçamento pós-2013

Cimeira da UE arranca com discussão sobre orçamento pós-2013

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciaram esta quinta-feira à tarde, em Bruxelas, uma cimeira de dois dias, sendo o primeiro ponto em agenda uma discussão sobre o orçamento comunitário plurianual para 2014-2020.

O Conselho Europeu, que teve início já perto das 15.30 horas locais (14.30 horas de Portugal continental), reserva a primeira hora da ordem de trabalhos a um debate, o primeiro entre os líderes europeus, e no qual participa também o presidente do Parlamento Europeu, sobre o orçamento pós-2013, seguindo-se uma discussão sobre uma estratégia ambiciosa para o crescimento.

Uma vez mais, esta cimeira será dominada pela crise do euro, e, mais do que nunca, a Europa, está sob pressão para pôr um travão na crise da dívida soberana, que agora está a "estrangular" Espanha e Itália.

No entanto, à partida para esta reunião, que decorre entre quinta e sexta-feira, são mais as incógnitas do que os consensos em torno das matérias que estarão em cima da mesa, designadamente um reforço da União Económica e Monetária e uma estratégia para o crescimento e emprego.

Madrid e Roma já avisaram, por seu lado, que são necessárias decisões para o imediato, que acalmem os mercados, sendo de esperar que coloque em cima da mesa as questões da possibilidade de ajuda direta aos bancos e de compra da dívida nos mercados secundários.

No entanto, os grandes assuntos em agenda são mais genéricos, havendo por isso o receio que os chefes de Estado e de Governo, como tantas vezes aconteceu ao longo das já duas dezenas de cimeiras realizadas desde a crise grega, em 2009, se limitem a chegar a princípios de acordo que depois pouco ou nada avançam.

Uma das grandes dúvidas em torno do desfecho desta cimeira é que passos serão dados no sentido de um reforço da União Económica e Monetária.

Fontes diplomáticas indicaram que a medida mais imediata que poderá ser acordada, até por dispensar alterações aos Tratados, é a de uma União Bancária, uma ideia também já defendida pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

No final do Conselho Europeu, na sexta-feira, terá lugar um almoço de trabalho dos 17 líderes da zona euro, devendo as atenções estar centradas em Espanha, mas também Itália e Chipre.

Portugal estará representado no Conselho Europeu pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que chegou à sede do Conselho cerca das 14.45 horas, sem prestar declarações aos jornalistas.