Tailândia

"Colámos os rapazes ao peito nos sítios mais estreitos da gruta", conta mergulhador

"Colámos os rapazes ao peito nos sítios mais estreitos da gruta", conta mergulhador

O mergulhador britânico que fez parte da equipa que encontrou os rapazes perdidos numa gruta na Tailândia disse à BBC que antes de os ver e ouvir, no escuro, já os sentia. E revelou pormenores sobre a extração.

"Às vezes, parecia que estávamos a transportar um saco de compras", disse John Volanthen, citado pelo "Huffington Post". "Se a passagem fosse estreita e funda, apertávamos o rapaz contra o nosso peito. Se fosse larga e baixa, agarrávamos de lado", acrescentou o mergulhador, de 47 anos, que, juntamente com Richard Stanton, encontrou a equipa de futebol e o treinador numa gruta na Tailândia, após nove dias desaparecidos.

"Há quem diga que foi sorte mas não diria isso", garantiu Volanthen, adiantando pormenores sobre a forma adotada nas buscas dentro de água.

"O nosso método foi nadar ao longo das passagens debaixo de água, emergir quando havia bolsas de ar, gritar e também cheirar", contou John Volanthen, em declarações ao programa "Poits West", da BBC.

"Neste caso, cheirámos as crianças antes de as ver ou ouvir", explicou o mergulhador britânico, que ficou conhecido para o Mundo como a voz da esperança no vídeo que mostra os 12 rapazes e o treinador pela primeira vez após nove dias desaparecidos. "Quantos são vocês?", pergunta Volanthen, no vídeo. "13", respondeu Adul, o único do grupo que falava inglês.

"Ficaram muito satisfeitos", recorda Volanthen, que, juntamente com Richard Stanton, encontrou os rapazes. "Tentámos dar-lhes ânimo. Não tínhamos comida para lhes dar, tínhamos luzes", acrescentou.

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