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Comissário diz que combate ao fluxo de migrações tem de ser nos países de origem e de trânsito

Comissário diz que combate ao fluxo de migrações tem de ser nos países de origem e de trânsito

O comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos, reiterou esta quarta-feira que o combate ao fenómeno migratório tem que ser feito nos países de origem e de trânsito, de modo a reduzir fluxos e casos como o do navio Aquarius.

"Temos que evitar que as pessoas que fogem de catástrofes arrisquem a vida em viagens de alto risco, temos que reforçar as ações nos países de origem e de trânsito", disse o comissário, num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre Emergências humanitárias no Mediterrâneo e solidariedade na União Europeia (UE).

Sobre o caso concreto da embarcação Aquarius, Avramopoulos salientou que "o mais importante é que as pessoas numa situação desesperada possam ser ajudadas e resgatadas", recusando-se a apontar responsabilidades e voltando a elogiar a ação do Governo espanhol, que ofereceu um porto de abrigo para o desembarque de refugiados.

Para Bruxelas, as respostas da UE ao problema migratório têm que ser "abrangentes e que envolvam todos os Estados-membros", com base nos princípios da solidariedade e da responsabilidade.

"Esperamos que todos os Estados-membros congreguem as suas forças para solucionar um problema conjunto, seja salvar as vidas no Mediterrâneo seja reforçar a proteção das fronteiras externas", acrescentou o comissário.

Na abertura do debate, o presidente do PE, Antonio Tajani, adiantou que os Estados-membros não conseguem resolver individualmente o problema do fluxo migratório, salientando que o "PE trabalhou intensamente e tem propostas concretas que quer ver analisadas pelos Estados-membros", nomeadamente no Conselho Europeu de 28 e 29 de junho.

O navio Aquarius, da organização não-governamental SOS Mediterranée, partiu na terça-feira para Espanha, escoltado por duas embarcações da Marinha italiana, com as quais repartiu os 630 migrantes que se encontravam a bordo.

No domingo, o navio foi proibido de atracar em Itália e, depois, em Malta, situação que só foi desbloqueada na segunda-feira com a oferta do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de acolher o navio em Valência.

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