Hugo Chávez

Corpo de Chávez vai para o Panteão Nacional

Corpo de Chávez vai para o Panteão Nacional

O corpo de Hugo Chávez será trasladado para o Panteão Nacional, onde está o sarcófago do libertador Simon Bolívar, após a aprovação nas próximas semanas de uma alteração constitucional.

"Chávez para o Panteão, junto a Símon" é o "slogan" apresentado à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) para pedir a alteração constitucional que, segundo anunciou o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, será aprovada na terça-feira pela Assembleia Nacional, com maioria do partido do governo.

O Panteão Nacional da Venezuela, onde estão sepultadas várias figuras e heróis nacionais, é um edifício centenário, atrás do qual foi construído, no final de 2010, o Mausoléu a Bolívar.

A Constituição da Venezuela reserva a honra de ser sepultado no Panteão aos "venezuelanos e venezuelanas ilustres que prestaram grandes serviços à República depois de decorridos 25 anos após a sua morte", e determina que a decisão "seja adotada pela Assembleia Nacional".

Antes disso, na próxima sexta-feira, quando se cumprirem dez dias da morte do presidente da Venezuela nos últimos 14 anos, os restos mortais de Chávez serão transladados para o Quartel da Montanha, outro edifício centenário no centro de Caracas e próximo do palácio presidencial de Miraflores, acrescentou Maduro em declarações reproduzidas na televisão.

Foi a partir do Quartel da Montanha que Chávez dirigiu o falhado golpe de Estado de 4 de fevereiro de 1992, quando tentou derrubar o então presidente Carlos Andrés Pérez.

O corpo de Chávez está a ser velado desde quarta-feira na Academia Militar, onde milhares de pessoas acorreram para um "último adeus" ao falecido líder da revolução bolivariana.

Hugo Chávez morreu a 5 de março, em Caracas, quase três meses depois de ter sido operado pela quarta vez a um cancro, a 11 de dezembro de 2012, em Havana, e quase cinco meses depois de ter sido reeleito para o seu terceiro mandato, em 7 de outubro.

Chávez, que morreu com 58 anos, regressou à Venezuela em 18 de fevereiro, ficou internado no Hospital Militar de Caracas e não chegou a tomar posse como presidente, ficando o lugar assegurado pelo seu vice-presidente, Nicolás Maduro, numa decisão autorizada pela Justiça venezuelana apesar dos protestos da oposição.

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