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Deputada britânica morreu após ter sido baleada e esfaqueada

Deputada britânica morreu após ter sido baleada e esfaqueada

Uma deputada do Partido Trabalhista britânico morreu, esta quinta-feira, depois de ter sido baleada e esfaqueada, perto da cidade de Leeds, quando participava num encontro com eleitores.

Jo Cox, representante de "West Yorkshire" no Parlamento britânico, falava com os seus constituintes em Brisball, quando foi atacada por um homem que a baleou várias vezes e a seguir a atacou uma faca.

Uma testemunha, o proprietário do café local, Clarke Rothwell, disse que Cox levou três tiros.

"Ele disparou sobre a senhora uma vez e depois disparou outra vez, caiu no chão, debruçou-se e atirou mais uma vez sobre ela na zona da cara", disse à estação televisiva BBC. De seguida, quando populares o tentavam travar, terá sacado de uma faca.

A estação de televisão Sky News citou relatos não confirmados de que o atirador tinha gritado "Britain first" ("A Grã-Bretanha primeiro") -- possivelmente uma referência a um grupo de extrema-direita com o mesmo nome.

A polícia diz que o ataque foi obra de um atirador solitário e a imprensa britânica identificou-o como sendo Tommy Mair, 52 anos. A investigação confirma apenas que foi detido um suspeito. "Um homem de 40 a 50 anos que se encontrava perto sofreu ferimentos ligeiros. Um homem de 52 anos foi detido na zona", acrescentaram as autoridades.

Inicialmente não se sabia quem era a vítima e a informação era de que tinha ficado em estado muito grave. "Às 12:53 de hoje, a polícia foi chamada para um incidente na Market Street, Birstall, em que uma mulher de cerca de 40 anos sofreu ferimentos graves e está em estado crítico", informou a polícia em comunicado.

Mais tarde, soube-se que Cox não resistiu aos ferimentos e que acabou por morrer no hospital.

A deputada de 42 anos e mãe de dois filhos foi transportada de helicóptero para o Hospital de Leeds em estado grave. Jo Cox foi eleita para o Parlamento britânico em 2015, depois de ter dedicado vários anos a organizações humanitárias.

A campanha para o referendo sobre a permanência da Inglaterra na União Europeia (UE) foi suspensa após o ataque. Jo Cox era apoiante da permanência do país na UE e estava em campanha no momento do ataque que provocou a sua morte.

A classe política no Reino Unido está em choque com esta morte, que uniu membros de vários partidos na condenação do crime nas vésperas do referendo que vai decidir a permanência ou não de Inglaterra na UE.

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