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Descoberta relação entre Mussolini e a última rainha de Itália

Descoberta relação entre Mussolini e a última rainha de Itália

Uma carta escrita pelo filho mais novo de Benito Mussolini revela que o pai esteve envolvido, durante um breve período, com Marie-José da Bélgica, a mulher que seria a última rainha de Itália.

É do conhecimento geral que a vida privada de Benito Mussolini não estava livre de polémicas. Na quarta-feira, um novo documento, entregue ao antigo editor do jornal "Corriere della Sera", Antonio Terzi, e reproduzido pela revista italiana "Oggi", dá conta de uma relação entre o ditador e a princesa Marie-José da Bélgica.

No seu diário, Claretta Petacci, conhecida como amante de Mussolini, afirma que a princesa o tentou seduzir, mas em vão. Na altura, o ditador assegurou a Petacci que a Marie-José não lhe teria causado qualquer impressão, como adianta o diário britânico "The Guardian".

Na carta que lançou a controvérsia, Romano Mussolini, filho do ditador, afirma ter havido um "breve período de íntimas relações românticas" entre o "pai e a então princesa de Piedmont".

Marie-José, filha de Alberto I da Bélgica, nasceu em 1906, tendo ficado acordada, desde cedo, a sua união com um membro da família real italiana. Em 1930, Marie-José casou com Umberto de Savóia, filho do rei Vitor Emmanuel. O divórcio deu-se em 1946, após a abolição do regime monárquico pela via do referendo.

Segundo o "The Guardian", o filho do ditador assegura: "Posso confirmar em toda a boa fé, que as relações românticas e políticas entre Marie-José e o meu pai eram regularmente faladas em casa, e posso dizer com honestidade que a minha mãe (apesar de reservas compreensíveis) era sempre muito explícita".

O diário britânico refere, ainda, que um relatório da revista Oggi afirma que a carta foi encontrada no meio dos papéis de Terzi e que a viúva de Romano Mussolini teria avaliado a sua autenticidade.

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