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Director-geral do FMI arrisca uma pena até 20 anos de prisão

Director-geral do FMI arrisca uma pena até 20 anos de prisão

O director-geral do Fundo Monetário Internacional, que foi detido esta madrugada em Nova Iorque, acusado de abuso sexual sobre uma empregada de hotel, arrisca até 20 anos de prisão, se for declarado culpado.

Já este domingo, a mulher de Strauss-Kahn, Anne Sinclair disse, este domingo, não ter dúvidas de que o marido está inocente. "Não acredito, nem por um segundo, nas acusações que estão a ser feitas ao meu marido", sublinhou."Não duvido de que a sua inocência vai ser provada".

O líder do FMI foi detido no aeroporto internacional John F. Kennedy minutos antes de voar para Paris, informaram as autoridades.

Strauss-Kahn, candidato à Presidência de França pelo Partido Socialista, foi retirado do voo 23 da Air France para Paris por vários oficiais da autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jérsia.

Os polícias entraram no avião e informaram o presidente do FMI que teria de os acompanhar para responder a algumas questões, após que o entregaram à custódia de detectives de Manhattan, segundo um porta-voz da Autoridade Portuária.

O economista francês e antigo deputado na Assembleia Nacional francesa, estava a prestar declarações nas instalações do Departamento de Polícia de Nova Iorque, disse ao JN fonte oficial daquela corporação, que adiantou: "Não há ninguém detido neste momento".

Ataque à empregada

Strauss-Kahn, de de 62 anos, está formalmente acusado de tentativa de abuso sexual. De acordo com a acusação, cerca do meio-dia de sábado, o líder do FMI terá, alegadamente, agarrado por trás uma das empregadas do hotel Sofitel, situado na West 44th Street, perto da Times Square, onde estava instalado, quando aquela entrou no quarto para proceder à limpeza das acomodações.

Strauss-Kahn terá surgido da casa de banho completamente nu e agarrado o braço da empregada, lançando-a sobre a cama, após o que a terá forçado a praticar sexo oral.

A mulher, de 32 anos, conseguiu, porém, libertar-se e fugir do quarto, enquanto o economista francês, que é casado com uma apresentadora de televisão muito popular em França, Anne Sinclair, se vestia e dirigia rapidamente para o aeroporto onde acabaria por ser detido.

A emprega foi transportada de ambulância para o Hospital Roosevelt, onde recebeu tratamento a ferimentos ligeiros.

De acordo com fonte da autoridade portuária, o antigo ministro das Finanças do Governo socialista de Lionel Jospin foi retirado do avião para Paris 10 minutos antes do aparelho descolar. A fonte não soube precisar, contudo, se o líder do FMI viajava sozinho ou acompanhado.

Horas antes de Strauss-Kahn ter sido retirado do voo para França pelas autoridades nova-iorquinas, um aliado do PS francês havia declarado que ele estava a ser alvo de uma campanha de difamação promovida pelo actual presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Está em curso uma campanha completamente estruturada e orquestrada, que já foi anunciada pelo sr. Sarkozy e seus acólitos, para atacar a personalidade de Strauss-Kahn," afirmou o socialista Jean-Marie Le Guen à rádio Europe 1.