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Dois altos dirigentes do PP espanhol assumem suborno

Dois altos dirigentes do PP espanhol assumem suborno

Dois altos cargos da edilidade valenciana e do Partido Popular - o ex-vice-presidente do Governo autónomo Vítor Campos e o ex-chefe do gabinete da Vereação de Turismo, Rafael Betoret - assumiram a sua culpa num processo judicial que os implica num dos casos mais sonantes de suborno em Espanha, conhecido como o caso Gurtel.

Aguarda-se que também o actual presidente do Governo autónomo de Valência, Francisco Camps, e o ex-vice-presidente, Ricardo Costa, se declarem, muito em breve, culpados do delito de suborno. De acordo com a acusação, os dirigentes do PP no governo local terão recebido como oferta vários fatos e calçado, num total de 40 mil euros.

Ao assumirem a culpa, os dirigentes do PP ficam sujeitos, cada um, ao pagamento de uma multa no valor de 50 mil euros e ficam livres de irem a julgamento. Isto seria prejudicial para o PP, atendendo a que o julgamento deveria realizar-se no próximo Outono, durante a campanha eleitoral.

O caso Gurtel, em que várias empresas ofereciam subornos e presentes para conseguirem obter contratos públicos, resulta de uma investigação instruída pelo juiz da Audiência Nacional de Espanha Baltasar Garzón, iniciada em Fevereiro de 2009. O caso envolve dirigentes de cúpula do Partido Popular.

Segundo o processo, a trama é encabeçada pelo empresário Francisco Correa, cujo apelido em alemão (Gurtel, que significa Correia) dá nome ao caso. Ao empresário estavam unidos outros com o objectivo de obterem fundos de entidades públicas, principalmente de autarquias e comunidades autónomas (Madrid, Valência e Galiza), assim como fugirem a impedimentos legais em matéria urbanística e ambiental, que estariam a afectar os negócios imobiliários.

O método mais usual para obterem vantagens e benefícios era o recurso a ofertas e subornos a funcionários e autoridades públicas.

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