Marinha

Sete mortos e dez desaparecidos em naufrágio ao largo do Príncipe

Sete mortos e dez desaparecidos em naufrágio ao largo do Príncipe

Sete mortos confirmados, dez desaparecidos e 55 pessoas resgatadas era, na noite desta quinta-feira, o balanço provisório de um naufrágio ocorrido ao largo da ilha do Príncipe.

A tragédia ocorreu quando o navio "Amfitriti", que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, se virou, por motivos desconhecidos. Segundo fonte local contactada pelo JN, as primeiras indicações apontam para falta de coletes salva-vidas suficientes para o número de passageiros.

Inicialmente, um representante do governo local do Príncipe adiantou que duas portuguesas estariam entre os 10 desaparecidos, informação que mais tarde se veio a revelar falsa.

Segundo a nossa fonte, o navio "Amfitriti" é bastante velho e costuma transportar pessoas e materiais de construção entre São Tomé e o Príncipe, mas também assegura ligações a países da região como os Camarões e o Togo. Normalmente, é apenas usado por residentes locais e não por estrangeiros.

Na altura do naufrágio, as condições do mar eram adversas, com ondas de grande altura, o que é normal nesta altura do ano, que assinala a transição entre a estação das chuvas e a estação seca.

As vítimas mortais são quatro crianças e três adultos e dos 55 resgatados, quatro encontravam-se feridos em estado muito grave.

Nas operações de resgate, participou o navio "Zaire" da Marinha portuguesa, que foi auxiliado por duas embarcações particulares, cedidas pelo grupo HBD, do multimilionário Michael Shuttleworth. No resgate dos passageiros participou ainda o helicóptero privado da Roça Belmonte.

À hora do fecho desta edição, a guarnição mista do "Zaire" - composta por militares portugueses e membros da guarda costeira são-tomense - estava a tentar chegar aos destroços da embarcação. As buscas deveriam prolongar-se pela noite fora.