Tensão

Drone bombardeou base paramilitar no norte do Iraque

Drone bombardeou base paramilitar no norte do Iraque

Um drone [aparelho aéreo não tripulado] largou, na sexta-feira, explosivos sobre uma base das forças paramilitares apoiadas pelo Irão, no norte do Iraque, matando um combatente iraquiano e ferindo dois iranianos, informaram autoridades de segurança iraquianas.

As autoridades do Iraque dizem que o 'drone' deixou cair uma granada durante a noite, na base de Amirli, na província de Salaheddin, no norte do Iraque.

Os Estados Unidos já disseram que não foram os autores do atentado, num momento em que se agravam as tensões com o Irão, na região do Golfo, onde os norte-americanos anunciaram esta semana ter abatido um 'drone' iraniano que se aproximara excessivamente de um seu navio.

"As forças dos EUA não estão envolvidas" neste incidente, disse um porta-voz do Pentágono, em comunicado.

Para já, ninguém reivindicou o ataque, mas as milícias xiitas, apoiadas pelo Irão, culparam o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

Também uma fonte do exército iraquiano, que não se deixou identificar, disse que provavelmente o EI estará por detrás do lançamento dos explosivos, descartando a hipótese de autoria norte-americana.

"A base Al-Chouhada de Hashd al-Shaabi, na região de Amirli, foi bombardeada ao amanhecer (...) por um 'drone' não identificado", disse o comando militar iraquiano, na versão oficial, divulgada por um comunicado.

As autoridades dizem que o ataque matou um militar do Iraque e feriu dois engenheiros militares iranianos, que estavam presentes na base.

O Iraque abriga bases norte-americanas, onde estão estacionados cerca de 5.000 soldados, para além de dezenas de milícias apoiadas pelo Irão, que têm lutado contra militares do Estado Islâmico, ao lado de tropas do Governo do Iraque.

A coligação internacional declarou vitória sobre o EI, em dezembro de 2018, após vencidas batalhas que duraram vários anos e deixaram em ruínas cidades iraquianas ocupadas pelo movimento 'jihadista'.

Contudo, o EI continua ainda ativo nos seus redutos finais e tem utilizado 'drones' em ataques, especialmente em zonas rurais onde ainda mantém presença.