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Duas grávidas e duas crianças entre vítimas dos sismos em Espanha

Duas grávidas e duas crianças entre vítimas dos sismos em Espanha

Duas mulheres grávidas estão entre as oito vítimas mortais do sismo de Lorca, que causou a morte de 8 pessoas e mais de 300 feridos, três dos quais se encontram em estado grave, confirmou um responsável governamental. Pelo menos dois sismos de magnitude moderada abalaram, esta quarta-feira à tarde, a região de Múrcia, no Sul de Espanha. A cidade de Lorca foi a mais atingida.

Manuel Campos, conselheiro de Justiça e Segurança, disse que essa informação faz parte da informação recolhida pela juíza de instrução que está a acompanhar os casos dos falecimentos.

Indicando que a identidade das vítimas já foi confirmada, Campos escusou-se a tecer mais comentários, recordando que se trata de "um acidente importante" e que há que "concluir os processo judiciais normais".

Entre as vítimas há ainda um jovem de 14 anos e um homem de 71. Seis das vítimas morreram na rua, depois de serem atingidas por escombros de edifícios, e duas no interior de uma das casas destruídas pelo sismo de 5,2 graus e que é já o mais mortífero em Espanha em mais de 50 anos.

Antecipa-se que as autópsias possam começar já hoje de manhã, podendo posteriormente ser iniciado o processo fúnebre das famílias.

Duas horas depois de um primeiro sismo de 4,4 na escala de Richter, uma réplica de 5,2 sacudiu a região de Múrcia, em Espanha, cerca das 18.45 horas locais (menos uma hora em Portugal). Mais tarde, uma nova réplica de 4,4 foi sentida na região, elevando para mais de duas dezenas o número de réplicas de diferentes intensidades registadas pelo Instituto Geográfico Nacional de Espanha.

Ao final da tarde, o delegado do Governo em Múrcia confirmou a existência de dez vítimas mortais, mas, posteriormente, recuou e anunciou a existência de apenas oito vítimas mortais. Esta manhã, Francisco Jódar, presidente da autarquia de Lorca, disse 360 pessoas registaram ferimentos ligeiros e 20 foram hospitalizadas, três destas em estado grave.

Rafael González Tovar, citado pelo jornal "El País", garantiu que todas as medidas serão implementadas para agilizar o apoio à população de Lorca e aos seus habitantes, que vivem neste momento "uma situação de pânico e medo, incrivelmente dolorosa". O sismo teve o epicentro na serra de Tercia.

A caminho da zona está já a Unidade Militar de Emergências (UME), que apoiará tanto nas operações de resgate como em outras operações de assistência à população. Trata-se de 150 militares do batalhão 3 da UME especializados na procura e resgate de pessoas e que estão a caminho da sede da sua unidade em Valência.

Entre 20 e 30 mil pessoas estão desalojadas e terão que pernoitar fora de casa, tendo sido instalados, em muitos casos, em pavilhões desportivos, escolas e outras estruturas com espaços abertos.

Todos os agentes policiais e equipas dos serviços de emergência estão mobilizados para as operações que se concentram neste momento na zona antiga de Lorca, a mais afectada pelo sismo. O Governo espanhol já confirmou, entretanto, que foram registados danos noutras localidades próximas.

O jornal "La Verdad" afirma que duas das mortes foram causadas pela queda de uma fachada no centro de Lorca e que uma outra foi provocada pelo desabamento total de um edifício de três andares. O balanço das vítimas pode ainda vir a aumentar, já que vários edifícios danificados pelo sismo estão ainda a ser verificados, enquanto são retiradas pessoas de outros.

O jornal "ABC" refere graves prejuízos materiais em Lorca, sublinhando que a torre do convento da Virgen de las Huertas perdeu parte do telhado.

Tremor assustou habitantes de Lorca

O epicentro do sismo localizou-se a quatro quilómetros do município de Lorca, mas foi sentido em grande parte da região de Múrcia, nomeadamente em Cartagena, Aguilas, Múrcia, Mazarrón e Albacete. Foi activado o plano de emergência municipal de nível um em Lorca, um cidade com cerca de 100 mil habitantes.

Após o tremor de terra, os habitantes de Lorca saíram para as ruas aterrorizados, conta o jornal "ABC". Pedaços de alguns edifícios começaram a cair, nomeadamente do Palácio de São Julião.

O Centro de Coordenação de Emergência recebeu "numerosas chamadas" de vários pontos da região. As primeiras imagens exibidas pelo jornal "El Pais" mostram vários carros esmagados por bocados de edifícios que desabaram.

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