Brexit

Economia britânica resiliente para suportar qualquer cenário

Economia britânica resiliente para suportar qualquer cenário

A DBRS considera que a economia do Reino Unido e as suas instituições são suficientemente resilientes para suportar quaisquer cenários relacionados com o Brexit, sem prejudicar significativamente o perfil de crédito, foi hoje anunciado.

No estudo "Brexit Delays - The New Normal", a DBRS sublinha que "manteve o 'rating' de emissor no Reino Unido em AAA, com tendência estável", apesar das "ruturas políticas e económicas desde o referendo", em 23 de junho de 2016.

Em relação ao mais recente adiamento do Brexit até 31 de outubro deste ano, a DBRS afirma que o facto deste abranger as próximas eleições para o Parlamento Europeu, entre 23 e 26 de maio, destaca as profundas divisões no seio de cada um dos principais partidos políticos do Reino Unido.

Na ausência da improvável passagem do atual acordo do Brexit no Parlamento britânico ou da aprovação de uma alternativa, o Reino Unido provavelmente vai realizar eleições para o Parlamento Europeu no dia 23 de maio e assim redefinir a linha do tempo, defende.

O adiamento do Brexit e a participação nas eleições europeias aumentam as perspetivas de a saída da União Europeia não acontecer, sublinha.

A agência de rating defende também que um eventual acordo em relação à saída ou permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) e o tipo de relação futura, caso saia, "poderia muito bem levar uma década a completar".

Como consequência, a DBRS considera que as implicações económicas e financeiras do Brexit deverão ser graduais.

Assim, a agência de notação canadiana prevê que a incerteza persistente relacionada com o Brexit continue a pesar na economia do Reino Unido, já que as decisões de investimento estão atrasadas e muitas entidades transferem recursos de negócios para a Europa.

Na linha da maioria das estimativas, a agência estima que a economia do Reino Unido vai continuar a crescer a um ritmo mais lento do que num cenário sem Brexit, considerando que até agora esta desaceleração continua a ser gerível.

Na ausência de um Brexit desordenado, o choque inicial para a economia do Reino Unido já foi em parte absorvido.

O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou de 1,8% em 2017 para 1,4% em 2018 devido sobretudo ao investimento empresarial e ao comércio líquido. "Ao não fazer mais, as empresas mantiveram aberta a opção de aproveitar os eventos futuros, incluindo o Brexit, enquanto se preparavam para um resultado mais adverso", diz a DBRS.