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Vários países da UE reconhecem Guaidó como presidente

Vários países da UE reconhecem Guaidó como presidente

Espanha, Reino Unido e Suécia juntaram-se, esta segunda-feira, ao grupo de países a reconhecer o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou, esta segunda-feira, em Madrid que Espanha reconhece Guaidó como presidente.

Como Espanha, também o Governo sueco reconheceu Guaidó como "único representante legítimo do povo venezuelano", pedindo ainda uma solução política e pacífica para a crise no país. "Nesta situação, apoiamos e consideramos Guaidó como o presidente interino legítimo", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallström, à televisão pública SVT.

À semelhança de Espanha e Suécia, também o Reino Unido se chegou à frente. "Nicolas Maduro não organizou eleições presidenciais no prazo de oito dias que fixámos. Por isso, o Reino Unido e os seus aliados reconhecem a partir de agora Guaidó como presidente constitucional interino até que possam ser organizadas eleições credíveis", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, no Twitter.

França, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, também já tinha considerado que Guaidó "tem legitimidade para convocar eleições presidenciais".

No domingo, a Dinamarca também reconheceu Guaidó, numa mensagem publicada no Twitter pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, o ultraliberal Anders Samuelsen: "Acabei de falar com Guaidó e expressei o total apoio da Dinamarca à luta pela democracia do povo venezuelano, uma boa conversa com um homem incrível e corajoso. Última oportunidade para o corrupto regime de Maduro escolher o caminho da democracia".

A tomada de posição dos países da UE acontece horas depois de o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter rejeitado a possibilidade de abandonar o poder ou de convocar novas eleições presidenciais no país, com a justificação de que não aceita "ultimatos de ninguém".

A União Europeia tinha feito um ultimato a Maduro para convocar eleições nos próximos dias, prazo que Espanha, Portugal, França, Alemanha e Reino Unido indicaram ser de oito dias, a contar desde 26 de janeiro. Terminado esse tempo, sem cedências do presidente venezuelano, os 28 da UE reconheceriam a autoridade de Juan Guaidó e da Assembleia Nacional para liderar o processo eleitoral.

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