Iraque

Espiões deixam Estado Islâmico atacar e falseiam número de vítimas

Espiões deixam Estado Islâmico atacar e falseiam número de vítimas

O ministro do Interior iraquiano revelou, em entrevista ao jornal britânico "The Independent", que há vários espiões nas fileiras do Estado Islâmico a divulgar os planos dos atentados no país. O político garante que, por vezes, deixam os atentados ocorrer em zonas previamente evacuadas de civis e que depois divulgam um número de vítimas falso, para evitar que os infiltrados sejam descobertos.

"Temos pessoas que trabalham com o Estado Islâmico e que concordam em trabalhar connosco. O Estado Islâmico não sabe disto e nós asseguramos que os nossos informantes não são expostos", afirmou o ministro Qasim al-Araji.

Por vezes, até são as forças de segurança iraquianas quem paga pelos carros que vão transportar as bombas até Bagdade. "Pedimos às pessoas para sair e fazem um comunicado oficial com um número falso de vítimas".

Segundo o governo iraquiano, o grupo terrorista está enfraquecido e, esta sexta-feira, foi derrubado o último bastião do grupo no país, a cidade de Rawa.

As tropas governamentais e unidades paramilitares tribais "libertaram toda Rawa e içaram a bandeira iraquiana em todos os edifícios oficiais", disse em comunicado o general Abdelamir Yarallah, do Comando Conjunto das Operações (JOC), que reúne as forças que combatem o Estado Islâmico (EI) no Iraque.

No entanto, o Iraque alerta que o grupo terá preparado zonas de resistência no deserto, com armas e comida, que poderão permitir lançar ataques esporádicos ou até tentativas de recuperação de território. Ainda assim, o ministro do Interior afirma que o Governo tem sido ajudados por familiares dos líderes do grupo terrorista.

No dia da entrevista ao "The Independent", Qasim al-Araji ia encontrar-se com a mulher de um terrorista proeminente. "Damos-lhe dinheiro e mantemos a identidiade secreta, mas ela faz isso por que proteger os filhos e manter-se, ela própria, viva".

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