Crime

Estudante português vítima de agressão racista na Polónia

Estudante português vítima de agressão racista na Polónia

Um estudante português foi vítima de um ataque racista em Rzeszow, no sudeste da Polónia. A agressão não foi o único incidente.

O caso foi noticiado pelo jornal Público que citou o portal de notícias Rzeszów News. O jovem de 18 anos foi hostilizado na noite de 9 de abril quando decidiu sair à rua. Um homem ter-lhe-á chamado "lixo" e puxado pela roupa e pelo cabelo. O agressor é um militar de 38 anos que já cumpriu uma missão no Afeganistão.

O agredido faz parte de um grupo de 15 estudantes portugueses que se encontram naquela cidade desde o dia 3 de abril ao abrigo do Erasmus+, um programa da União Europeia. Os portugueses estão a frequentar uma escola de eletrotecnia e nas primeiras semanas ficaram hospedados num hostel do centro da cidade. Contudo, já foram transferidos para uma casa nos arredores da cidade e contratada uma equipa de segurança para os proteger.

A agressão ao jovem português não foi o único incidente. Outros estudantes portugueses do mesmo grupo já sentiram a animosidade de parte da população em transportes públicos, lojas ou em plena rua. A hostilidade manifesta-se em insultos e gestos obscenos.

Segundo as autoridades, os jovens portugueses estão a ser confundidos por migrantes muçulmanos.

O "Público" cita ainda o professor responsável pelos alunos, Stanislaw Augustine, confessando que "como polaco, tenho vergonha que cidadãos de outros países sejam alvo direto de comentários racistas". "Os estudantes polacos estiveram em Portugal e foram recebidos de forma calorosa, pensada, gentil, para não dizer amigável. Os estudantes portugueses vêm cá e acontecem estas coisas", acrescenta.

O caso já foi levado ao consulado de Portugal na Polónia. Entretanto, um empresário português que reside há 21 anos na Polónia criticou, ao JN, "a passividade da embaixada de Portugal" perante este caso. "Eles foram informados e não fizeram rigorosamente nada", acusou, lembrando que "foi o professor polaco que teve de trocar-lhes a residência e que está agora a pagar do bolso dele a uma empresa de segurança até 15 de maio para tomar conta dos miúdos". "São polacos que se preocupam com os portugueses e a embaixada olha para o lado e ignora as pessoas", acrescentou.