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EUA e Cuba trocam prisioneiros e abrem portas ao fim do embargo

EUA e Cuba trocam prisioneiros e abrem portas ao fim do embargo

A libertação, esta quarta-feira, de um prisioneiro norte-americano condenado a 15 anos de prisão em Cuba vai dar início ao que poderá ser o legado mais importante da administração Obama. Os EUA e Cuba vão reatar as relações diplomáticas e os norte-americanos vão abrir uma embaixada em Havana. "Vamos começar a normalizar relações", disse Obama numa declaração ao país.

As relações diplomáticas entre os dois países são praticamente inexistentes desde o início do embargo norte-americano em 1962. Obama já tinha demonstrado intenção de alterar as relações com Cuba, mas o facto de existir um prisioneiro norte-americano preso em Cuba, sob a acusação de subversão, era um entrave.

Com a libertação, esta quarta-feira, de Alan Gross, depois de ter cumprido cinco anos de pena, abre-se a porta para uma mudança histórica nos dois países. Gross chegou, esta quarta-feira, aos EUA, a bordo de um avião oficial do Governo norte-americano.

Do acordo de libertação deste cidadão americano, fez parte também a libertação de três espiões cubanos detidos em Miami, em 2001, mas também uma pessoa não identificada, que terá espiado para os EUA a partir de Cuba.

Entre os pontos do acordo, encontram-se o aligeirar do bloqueio económico, a permissão para viajar para Cuba a cidadãos norte-americanos e a abertura de uma embaixada dos EUA em Havana.

O presidente dos EUA não tem poder para levantar o embargo, mas já revelou que vai pedir ao Congresso que o faça.

Segundo o "New York Times", as negociações decorreram ao longo de 18 meses com o apoio do Canadá e do Vaticano, que terá sido o palco de uma das reuniões secretas. O acordo foi selado numa conversa telefónica de 45 minutos entre Barack Obama e Raúl Castro, que decidiram terminar com a hostilidade entre os dois países.

Barack Obama e Raúl Castro fizeram comunicações simultâneas para anunciar a aproximação entre os dois países.

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