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EUA e Israel sozinhos na defesa de embargo a Cuba

EUA e Israel sozinhos na defesa de embargo a Cuba

Os Estados Unidos e Israel viram-se, esta terça-feira, sozinhos na oposição a uma resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas condenando o embargo norte-americano a Cuba.

A resolução, anualmente levada perante o plenário da ONU, foi aprovada com 186 votos a favor e apenas 3 abstenções, para além dos dois votos contra, resultado idêntico ao da votação no ano passado.

Rússia, Nicarágua e Venezuela estiverem entre os países que fizeram um apelo ao fim do embargo norte-americano contra o país.

O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, calculou os prejuízos económicos causados pelas sanções em um bilião de dólares, ao longo dos últimos 50 anos e criticou a administração Obama por manter as sanções, apesar de projectar uma "falsa imagem de flexibilidade".

Os Estados Unidos foram representados pelo diplomata Ronald Godard, que afirmou que o embargo é um "assunto bilateral", que não deveria ser "preocupação" da Assembleia.

O objectivo da política norte-americana, afirmou, é incentivar a abertura de Cuba e um "maior respeito pelos Direitos Humanos e liberdades fundamentais".