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Exército ucraniano aperta cerco a bastiões rebeldes de Donetsk e Lugansk

Exército ucraniano aperta cerco a bastiões rebeldes de Donetsk e Lugansk

O exército ucraniano está a apertar o cerco aos bastiões rebeldes de Donetsk e Lugansk, no âmbito de uma operação militar que dura há quatro meses e já causou a morte a 568 militares.

Oleksy Dmytrachkivsky, porta-voz da operação militar que as autoridades de Kiev levam a cabo contra os separatistas pró-Rússia, adiantou, esta segunda-feira, que conseguiu cortar as estradas entre Donetsk e Lugansk e erguer a bandeira nacional na cidade de Panteleymonivka, a 34 quilómetros de Donetsk, já na estrada que liga a Lugansk.

Em Donetsk, principal bastião dos insurgentes pró-Rússia, os combates violentos, com bombardeamentos e tiros de artilharia, prosseguem há vários dias, mas o exército ucraniano anunciou, esta segunda-feira, ter "apertado o cerco ao máximo" em torno da cidade.

No sábado, o designado primeiro-ministro separatista, Alexandre Zakhartchenko, reconheceu que Donetsk estava "cercada" e à beira de uma "catástrofe humanitária", afirmando estar disposto a declarar um cessar-fogo se o exército ucraniano parasse com a ofensiva militar.

Em Lugansk, que há nove dias está sem eletricidade, água corrente e rede de telefone, os rebeldes falam em "bloqueio" e situação "crítica".

As perdas do exército ucraniano, que iniciou a operação militar contra os rebeldes no Leste do país há quatro meses, saldam-se em 568 militares mortos e 2.120 feridos. Só nas últimas 24 horas, os confrontos causaram seis mortos e 24 feridos, referiu o porta-voz militar Andriy Lysenko.

Segundo as Nações Unidas, o conflito iniciado há quatro meses já fez mais de 1.300 mortos e mais de 4.000 feridos, tendo originado a fuga de 300 mil civis em direção à Rússia e outras regiões da Ucrânia.

Esta segunda-feira, mais de cem detidos escaparam de uma prisão de Donetsk, depois de esta ter sido atingida por um bombardeamento, que, segundo as autoridades locais, causou um morto e vários feridos e destruiu uma parte do edifício.

De acordo com o relato da agência francesa AFP, a porta central da prisão está aberta e os combatentes rebeldes deslocaram-se ao local para ajudar a encontrar os fugitivos e impedir que estes se apoderem de armas.

Segundo as autoridades prisionais, uma parte da centena de fugitivos já regressou a prisão, mas 40 permanecem por localizar.

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