Espanha

Familiares de graffiters atropelados na Maia acusam Justiça de encobrimento

Familiares de graffiters atropelados na Maia acusam Justiça de encobrimento

Três anos após o trágico acidente que matou três jovens graffiters ​​​​​​em Águas Santas, na Maia, o tribunal decidiu arquivar o caso. Revoltados, os familiares em Espanha pedem que seja feita justiça.

O tribunal decidiu arquivar o caso, mas os familiares não baixam os braços e pedem que seja feita justiça. O caso remonta a dezembro de 2015, quando três jovens, dois espanhóis e um português, com idades entre os os 18 e os 20 anos, morreram após terem sido colhidos por um comboio.

Conforme o JN noticiou em 2015, o acidente ocorreu por volta das 20.30 horas, quando os rapazes estavam a tentar pintar uma composição que se encontrava imobilizada num apeadeiro para a entrada de passageiros. O revisor terá recorrido a um extintor para afugentar os jovens, que acabaram por cair e por ser atropelados por um comboio que circulava entre a estação e Campanhã e a a Régua, na linha do Douro. Um dos corpos foi projetado para um silvado na berma e outros dois foram arrastados durante cerca de 200 metros.

De acordo com o "El Mundo", o Ministério Público diz não haver "provas suscetíveis de fundamentar a responsabilidade criminal do arguido". O jornal espanhol afirma ainda que o relatório considera que o pó do extintor não impediu a visibilidade das vítimas, classificando o comportamento dos jovens como "negligente".

Em entrevista ao "El Mundo", os familiares mostram-se revoltados com a decisão judicial. "Os nossos filhos não deviam estar naquele sítio, mas isso não significa que tenham que pagar com a pena de morte", disse Sylvia Suárez-Inclán, a mãe de uma das vítimas.

"Tudo o que queremos é justiça, porque o que foi feito até agora é encobrir a verdade. Vamos iniciar o processo civil em questão de dias", acrescentou ao jornal espanhol, Francisco Pérez, pai de outra das vítimas.