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Fidel Castro recrutou nazis para o exército cubano

Fidel Castro recrutou nazis para o exército cubano

Fidel Castro contratou antigos soldados nazis das SS para treinarem militares cubanos, em 1962. A conclusão foi retirada de documentos agora revelados pelos serviços secretos alemães.

Os documentos reportam às operações do ditador cubano durante outubro de 1962, durante a crise dos mísseis que quase culminou num conflito nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, na sequência da instalação de armas nucleares russas em Cuba.

A informação foi inicialmente publicada pelo jornal alemão Die Welt , que explica também a tentativa de Fidel Castro de comprar armamento belga através de intermediários da extrema-direita alemã.

Os serviços secretos alemães dão como certa a presença em Cuba de pelo menos dois dos quatros membros das SS convidados pelo regime de Fidel Castro. "É evidente que o exército revolucionário cubano não temia o contágio por pessoas ligadas ao nazismo, desde que esse contacto servisse os seus próprios objetivos", explicou Bodo Hechelhammer, diretor do Gabinete de Investigação Histórica dos serviços secretos alemães, o Bundesnachrichtendienst (BND).

Os ex-soldados das SS foram para Cuba ganhar salários quatro vezes superiores ao que um alemão médio auferia naquela época.

Na mesma altura, Fidel Castro terá usado dois traficantes de armas da extrema-direita alemã, Otto Ernst Remer e Ernst Wilhelm Springer, para comprar quatro mil armas de fabrico belga.

A investigação do BND conclui que Fidel Castro desejava libertar-se da dependência da compra de armamento soviético, o que implicava explorar outros mercados de armas.

Estava-se o auge da guerra fria, e o mundo vivia a "crise dos mísseis" depois de os Estados Unidos terem descoberto que os soviéticos tinham instalado armas nucleares em Cuba que ameaçavam diretamente o território norte-americano.

Durante semanas de grande tensão entre as duas superpotências, o regime soviético, liderado por Nikita Khruschev, aceitou retirar os mísseis. Em troca, o presidente norte-americano John F. Kennedy deu garantias de que não invadiria a ilha de Cuba.

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